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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

“Neurociência Em Foco” – As Contribuições da Psicologia no Tratamento da Doença de Alzheimer

A Doença de Alzheimer (DA) foi descoberta em 1907, por Alois Alzheimer, e desde então recebe o sobrenome do neuropatologista alemão.A DA é um tipo de demência caracterizadapor alterações neurodegenerativas de caráter progressivo e irreversível. Os sintomas da DAsão, de forma geral, perda de memória, perda da capacidade de aprendizagem, alterações na linguagem, atenção e percepção, desorientação de tempo e espaço e, em alguns casos, agressividade. A DA afeta em maior frequência a população idosa e cada vez mais tem sido notado o aumento no diagnóstico deste tipo de demência.
Pesquisas recentes demonstram que as causas da DA estão relacionadas às mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas. Possíveis fatores de riscos também são notados, tais como:hereditariedade, baixa escolaridadeeexposição excessiva a metais como mercúrio e alumínio.
O possível diagnóstico requer ampla e indispensável avaliação médica, sendoinclusos em seus requisitos o exame neurológico, o histórico médico familiar, ressonâncias magnéticas, testes cognitivos e a eliminação de outras patologias. No entanto, o único exame preciso e definitivo da indicação da doença é realizado após o óbito, devido a avaliação microscópica do tecido neural.
Apesar de não existir cura para a DA, há tratamentos farmacológicos e não farmacológicos (atividades físicas e cognitivas) que podem atrasar o avanço da doença e garantir uma maior qualidade de vida aos pacientes. A Psicologia, por exemplo, é uma ciência que muito tem contribuído para o tratamento desta demência, pois o psicólogo pode atuar realizando avaliações da cognição e comportamento e propondo intervenções para os déficits causados pela demência. A Psicologia tem propostas para reestabelecera memória e a linguagem por meio de treinos cognitivos, oferecendoatividades para organização da vida diária do pacientee ensinando o idoso com DA a usar estratégias compensatórias. O idoso pode, por exemplo, aprender por meio de treinos cognitivos a recordar o nome de familiares, relatar histórias recentes e não apenas antigas, e localizar-se em tempo e espaço.
É importante que familiares e cuidadores também tenham acompanhamento psicológico, uma vez que a convivência com o paciente exige a superação de obstáculos do dia-a-dia. A DA não tem cura, contudo, um tratamento adequado pode fornecer ao paciente melhor qualidade de vida, independência e autonomia, atrasando o avanço da demência.

Raquel Cristina Sartori Bersi– Discente do Curso de Psicologia da Faculdade Barretos.

Everton Horiquini Barbosa – Fisioterapeuta, Doutor em Ciências e Docente da Faculdade Barretos.

Mariana Ducatti – Psicóloga, Mestre em Ciências e Coordenadora do Curso de Psicologia da Faculdade Barretos.

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