Ir para o conteúdo

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Artigos

Não guarde mágoa, guarde nomes

Uma das melhores coisas que existem é estar em paz, estar bem, de bem com a vida e com o mundo. Consciência tranquila, passos leves, cabeça erguida. O maior luxo que existe é a saúde mental, a paz de espírito. Hoje, infelizmente, isso tudo são artigos raros, porque a vida deu uma virada de cabeça para baixo, nos últimos tempos, e mexeu com o emocional de todo mundo.
Uma coisa é óbvia: se lá fora as coisas desandaram e saíram do prumo, temos que tentar manter ao máximo as coisas em ordem dentro de nós. É instinto de sobrevivência, é necessidade de vida, meta diária. A gente tem que conseguir viver e sobreviver sem carregar muito peso emocional, ou não conseguiremos estar fortes o bastante para passar por tudo o que tem nessa vida.
Infelizmente, momentos conflituosos despertam, muitas vezes, o pior das pessoas – e o que tem de gente com piores dentro de si é alarmante. Vazios, traumas, raivas contidas, tudo emerge e vem à tona, na forma de comportamentos que ferem, destroem, machucam, dizimam com tudo e com todos que estiverem pelo caminho. Combustíveis para a inveja, acabam fazendo com que pessoas tentem destruir pessoas.
E, nesse mundo de ostentação e supervalorização de celebridades, muitas pessoas se vestem de cordeiros sob a fúria de lobos. Usam de todos os meios, principalmente as redes sociais, para tentar apagar, do outro, o brilho que não possuem, e para tentar tirar o outro do lugar que alcançou. E, mesmo entre pessoas próximas, eclodem desavenças que tomam proporções enormes, destruindo relacionamentos de quaisquer tipos.
Nessa loucura, a gente tem que se agarrar ao que temos de melhor, a gente tem que se esvaziar do que é ruim, do que emperra nossos sorrisos, nosso caminhar tranquilo. Afaste-se do que sufoca. Quando a gente se afasta de certas pessoas e de certos lugares, consegue perceber o quanto somos mais felizes longe daquilo tudo. Não se prenda ao que não faz falta. E não volte mais para lá.
Sobretudo, não guarde mágoa de ninguém. Só você é quem vai sofrer e a pessoa continuará sem peso algum. Se for para guardar, guarde dinheiro para viajar. E guarde nomes também. Beijo.

 

Prof. Marcel Camargo
Graduado em Letras e Mestre
em “História, Filosofia e
Educação” pela Unicamp/SP,
atua como Supervisor de Ensino
e como Professor Universitário
e de Educação Básica.

Compartilhe: