Ir para o conteúdo

quarta-feira, 01 de novembro de 2017

Artigos

Não estacione sua alma em espaços onde não cabem seus sonhos maior

Vivemos em um mundo onde tudo tem preço, mas quase nada tem valor e, as poucas coisas que têm valor, poucos sabem valorizar. Assim, muitos empreendem longos períodos de sua vida correndo atrás de coisas que na verdade não valem o esforço aplicado, pois não são essenciais e nem garantem a felicidade, são apenas propagandas enganosas de uma pseudo-realização pessoal, superficial e momentânea.
Triste mesmo é perceber esse equívoco no entardecer da vida onde, na penumbra, já não se pode mais vislumbrar muito além; todavia, nunca será demasiado tarde para retomar o caminho das verdadeiras alegrias, para estacionar a alma em espaços sólidos e duradouros, para ocupar-se das riquezas do espírito. Trata-se, portanto, de perceber que não devemos nos prender a coisas, pessoas ou situações que não somam, não acrescentam, não agregam, mas que, ao contrário, muitas vezes nos sugam, nos escravizam, nos absorvem e nos desviam de nossos sonhos e de nossas crenças mais absolutas.
O critério sempre deve ser aquilo que há de melhor em nós; os bons propósitos que se escondem no mais profundo do coração humano que é bom, à imagem daquele que o criou. Estes sonhos devem sempre ser o termômetro de nossas escolhas e decisões. Deixemo-nos guiar por nossos melhores anseios e nos aventurar no infinito de possibilidades que a vida oferece, sabendo sempre distinguir os momentos e lugares de chegadas e partidas para que, no final da jornada, possamos apenas agradecer pelo caminho trilhado, sem lamúrias e nem ressentimentos, mas gratos por termos feito uma incrível experiência de vida feliz e termos sempre estacionado nossa alma no espaço exato de nossos sonhos e desejos mais primorosos.

Fernando Felix Rabelo
Seminarista

Compartilhe: