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terça-feira, 05 de março de 2024

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Na Santíssima Trindade não tem intrigas

Quem conhece um pouco da mitologia grega há de se lembrar das disputas, intrigas, maldades e toda sorte de guerras e maldições entre aqueles deuses, na busca do poder, do prazer e da fama. Eram criados até mesmo deuses demoníacos. É bem verdade que a maioria das narrativas a respeito tinha uma mensagem para delas serem extraídas, no objetivo de fazer com que as pobres e subalternas criaturas humanas entendessem um pouquinho mais o sentido da vida na sua curta existência terrena.
Mesmo no meio do povo de Deus, Israel, em seus escritos e vivência, toda essa filosofia pagã fazia com que nele também crescesse um acentuado medo de Deus, que seria semelhante aos deuses pagãos geralmente irado e chateado com o comportamento de autoridades e seus súditos. Temer maldições, castigos, doenças, e mesmo a morte, disparada como raios sobre o pecador, fazia com que o povo procurasse continuadamente mitigar a sua cólera com o sacrifício de touros, ovelhas e pássaros, mas nunca de si mesmos. Embora muitos povos até esse ponto chegassem, com sacrifícios humanos. Isaac, o filho de Abraão, escapou por pouco.
Ainda bem que o Filho de Deus aqui veio, nascido de uma mulher, para nos revelar a verdadeira face de Deus: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14) – “Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30). E por ele aprendemos que Deus é bom, compassivo, misericordioso, manso e humilde de coração, completamente diferente de quaisquer deuses que, aliás, nem existem.
Ficamos também sabendo que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo, portanto três pessoas divinas, sendo um só Deus. E vimos que não há intrigas entre essas três pessoas, distintas, por serem unânimes em tudo que fazem, sem nenhuma divergência jamais entre elas, sempre, porque as três são igualmente eternas. Ou seja, é uma única e inigualável Comunidade perfeita.
Jesus nos dá esse mandamento: “Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). Porque fomos criados à imagem e semelhança de Deus, então temos que viver também em comunidades eclesiais. Cumprir esse dever é nelas evitarmos fofocas, maledicências, discussões, abandonos de cargos etc. Sem intrigas.

 

 

(Por: Diácono Lombardi)

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