sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Artigos

Na contramão de SP, HSJ registra queda em números da Covid-19

Os recentes dados dos boletins diários de atendimentos a pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19 no Hospital São Jorge têm sido motivo de comemoração para a população barretense. Isso porque o hospital já superou o período de uma semana sem novas internações, seja em enfermaria ou UTI na ala dedicada aos pacientes com quadros de insuficiência respiratória e infecção de vias aéreas.
Conforme adiantado pelo site da instituição e Jornal de Barretos Regional, o médico e diretor do hospital Jorge Rezeck acredita na chamada imunidade de rebanho, que acontece quando cerca de 80% das pessoas já se infectaram e criaram imunidade, dificultando a capacidade de transmissão do vírus.
Mas, apesar do cenário animador, é preciso lembrar que a preocupação com a Covid-19 não deve ser minimizada e muito menos esquecida, pois, em muitos lugares do Brasil ainda são registrados altos números. E não precisa ir muito longe, pois nesta semana, cientistas já começaram a mostrar preocupação com os números na capital paulista, mesmo em um cenário de subnotificação devido a um problema com a distribuição de dados que durou quase uma semana. Alguns hospitais particulares disseram que registraram recentemente números parecidos aos do início da pandemia, enquanto outros apenas confirmaram um crescimento nas internações. “As pessoas devem manter as medidas protetivas possíveis. É compreensível e necessário a retomada de muitas atividades, mas evitar aglomerações e utilizar máscara sempre que sair em público são algumas das iniciativas fundamentais para todos”, disse.
Segundo o médico, além dos cuidados para evitar a contaminação pelo coronavírus, é preciso manter uma vida saudável para ter possíveis comorbidades identificadas e controladas, pois quadros de hipertensão, diabetes e obesidade estão entre os possíveis agravamentos da Covid-19.

Para Rezeck, é improvável o Brasil viver uma segunda onda da doença baseado no próprio comportamento do brasileiro. O profissional chegou a comparar a situação em nosso país com o que ocorreu na Europa. “No início da pandemia, os europeus fizeram um isolamento real, muitos não se infectaram e quando começaram a retomar as atividades, foram contaminados, causando a segunda onda. No Brasil, a adesão ao isolamento foi menor, por isso passamos por um período com grande número de contaminados, mas agora acredito que não voltaremos aos altos índices já registrados anteriormente”, afirmou.

Compartilhe: