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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Artigos

MUNDO EXTERNO

Escapulir da sociedade e ir, para nosso universo intimo, exige astúcia dos sábios e contentamento dos heróis.
É necessário ter nosso momento de solidão e de assediar os contornos de nossas próprias virtudes e defeitos. Por mais impenetrável que seja nosso intimo, no mundo moderno, há um tsunami  invadindo nossas ilhas. Ser intocável pelo mundo externo é uma utopia inatingível por mais resistente que seja nossa masmorra intima.
Esse dejeto moderno que vem do mundo externo e aloja em nosso intimo merece uma varredura profunda e constante.
Devemos aceitar nosso intimo com a mesma calmaria que o sertanejo aceita a realidade.
Felicidade autentica e verdadeira é a estrutura psicológica do lavrador antigo, que se alimentava de um feijão da velha e ao anoitecer ouvia no radio a “HORA DO BRASIL” em sua casinha de colono e se preparava, para o dia seguinte, com o mesmo entusiasmo que os pássaros cantavam ao alvorecer.
Se defender do mundo externo exige uma muralha consistente e sempre atenta, pois qualquer descuido, como mestre da infelicidade, o mundo externo nos joga dejetos nos abertos esgotos de nossa alma lépida.
O  movimento centrifugo do mundo externo, sob nosso intimo, nos leva a um dique insuportável e pronto para romper.
Abre as comportas das coisas externas e procure a solidão para se interiorizar.
Vá para a beira do ribeirão sozinho,  com uma vara de anzol nas mãos, busque a transformação através de um processo de limpar seu interior desta devassidão de dejetos externos.
Busque colocar portas resistentes nos presídios que proteja sua alma. Pois, seu interior deve ser um confortável hotel de cinco estrelas, lugar propício para alojar nossos sonhos e felicidade.
E, se o mundo externo ditar normas ESconvenientes, busque defender com ousadia dos íntimos libertos das maldades externas invasivas.
 
JUAREZ  ALVARENGA
ADVOGADO E ESCRITOR

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