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segunda-feira, 24 de junho de 2024

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Momento angustioso: da ressaca por uma Copa perdida ao dilema de uma realidade insegura para nós brasileiros

Da costumeira e agradável sensação do amanhecer das sextas-feiras, sempre aprazíveis, a um final de semana entristecido pela perda de mais uma Copa de futebol.
Muita tristeza? Curiosamente não, por razões realistas que envolvem definição dos destinos de nosso Brasil: incerto para um lado e inseguro certamente para todos, crédulos e incrédulos, pelas diversas razões que ora vivemos.
Que paradoxo essa torcida contra. E, aqui, no meio da divisão e discussão política nacional, foram constatados torcedores do contra, em ambos os polos, merecendo uma análise sociológica que poderia até gerar uma tese.
Apesar da ressaca, o brasileiro definitivamente amadureceu sua consciência política. Às portas da posse de um presidente, algo notório: não há alegrias, comemorações em nenhum canto do país.
Coisa curiosa e estranha, por um lado, e com excesso de razões que são necessárias serem evitadas comentar até para não correr o risco de lacração ou mesmo de uma esdrúxula prisão.
Apesar do silêncio imposto às mídias abertas (ou mesmo fechadas), se há algum debate, o que se vê são inconformismos de um lado ou comemorações “silenciosas” do outro.
O fato é evidente. Nosso querido País vive um clima de tristeza, mesmo à beira de “ganhar” um novo governo. Com insegurança de definições e ceticismo que vai da “subida da rampa” até a composição de equipe de governo que deveria ter uma qualidade assegurada e, até agora, não convence plenamente.
A verdade é uma só. É um povo que está triste, envolvendo um pacote de razões, que, se não pode ser detalhado, não pode fugir do pensamento e intimidade de cada brasileiro nesta hora. Pensar e sentir ainda são “blindados” de qualquer flagrante passível (e possível) de ser incriminado.
Mas, em meio à angustiosa situação é possível reinar esperanças, as quais sempre fizeram parte da vida de nosso querido Brasil.
Num estado de insegurança, tristeza, sensação de aprisionamento, falta de liberdade até para manifestar felicidade, resta uma esperança de que Deus olhe como sempre olhou para os brasileiros, iluminando a coragem do povo valente como se mostra nestas últimas semanas, assim como iluminar e dar forças aos homens de credo e de virtudes com coragem de buscar o bem, diante do previsível infausto a que estaríamos submetidos.
Afinal, os currículos são sobejamente conhecidos e as perspectivas futuras são diferentes e norteadas pelo histórico de cada uma das duas lideranças (ainda) em cotejo.
Se a coragem é virtude urgente a cada um de dois pleiteantes, ao povo não tem faltado essa virtude que, se necessário for, deve oferecer cada vez mais.
O “chamamento” não tem faltado.
Hora de ir às portas dos QGs e TGs…

 

 

 

Dr Fauze José Daher
Médico Cirurgião e do Trabalho
Advogado

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