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sábado, 17 de abril de 2021

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“Merkel revoga lockdown reforçado de Páscoa e pede desculpas”

BERLIM, 24 MAR (ANSA) – A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, voltou atrás na decisão de impor um lockdown reforçado no feriado de Páscoa e pediu desculpas aos cidadãos por ter criado “insegurança”.
“É um erro que precisa ser chamado como tal e ser corrigido a tempo”, disse a chefe de governo em uma declaração à imprensa nesta quarta-feira (24), após se reunir com representantes dos estados alemães.
“Todo o processo causou mais incertezas, e peço que os cidadãos me desculpem”, acrescentou Merkel. O lockdown reforçado previa a proibição de celebrações religiosas e o fechamento do comércio, incluindo supermercados, entre os dias 1º e 5 de abril. Segundo a chanceler, essas medidas “não eram realizáveis em pouco tempo”. “Mas era por uma boa razão, a de frear a terceira onda [da pandemia] e fazer a curva de contágios recuar”, justificou. O lockdown reforçado havia provocado confusão na população e sido criticado pelos setores econômicos.
Quando a notícia vai de encontro aos interesses dos ditadores brasileiros (governadores e prefeitos), adotam como exemplo, como reforço para suas ações, a Alemanha e nações desenvolvidas. Mas, se o pronunciamento de um líder de uma dessas nações contraria os interesses dos ditadores brasileiros, esse pronunciamento é negligenciado por não servir de referência.
Agir como ditador é tomar atitudes sem se preocupar com seus efeitos maléficos ao povo, é ignorar os prejuízos que suas atitudes causam para os trabalhadores colaboradores, para os trabalhadores empresariais, para os trabalhadores autônomos, para os diaristas e outros.
O administrador público comete erros graves quando tem visão obtusa, visão tacanha dos problemas complexos que envolvem inúmeras variáveis. Nesse caso, são inconsequentes por não considerarem toas as variáveis inerentes ao problema. Cuidar da saúde com medidas voltadas para coibir a propagação da covid sem levar em consideração as outras variáveis pertinentes é caso de visão tacanha. Não é salutar tomar medidas para resolver um problema criando outros relevantes como saúde financeira do povo, como consequente fechamento de empresas, de demissões de colaboradores das empresas, numa época em que não há como obter novos empregos. Está na hora do administrador público ter uma visão holística dos problemas e parar de brincar de ditador.
Os ditadores e aqueles que o incentivam, que apoiam a decretarem, continuam recebendo seus salários sob a alegação de que estão trabalhando. Eles podem trabalhar e receber seus salários, mas o restante do povo brasileiro não pode, por determinação deles. Esta é a prova mais cabal de que medidas extremas restritivas de trabalho são injustas, merecedoras de severas críticas e de indignação da população.
Se os decretadores e apoiadores de medidas extremas estão convictos de que é necessário assim proceder, eles deveriam depositar todo o seu salário em uma conta voltada para a criação de leitos hospitalares. Deste modo, todos estariam passando pelas mesmas dificuldades do povo trabalhador, em benefício de uma causa maior. Por que não fazem isto? Se assim tivessem que proceder, continuariam decretando?
Até quando continuará o descalabro, o contrassenso, o absurdo inexplicável do fechamento das atividades presenciais nas escolas de educação básica, decretado por opção de prefeito, sem justificativa convincente? Não é elogiável um candidato defender a posição de ensino com atividade presencial e, depois de eleito, agir de modo contrário, ainda mais sabendo que tal atitude é prejudicial às crianças. Errar é humano mas persistir no erro…
Até quando vai este absurdo? Com o perdão da metáfora, será que o povo brasileiro não está sendo considerado como gado levado ao corte pelos “brilhantes administradores” por sentir-se agoniado pelos severos prejuízos financeiros impostos? Será que os governadores e prefeitos que optaram pelo caminho ditatorial não deixarão marcas que os prejudicarão na próxima eleição?
Como brasileiro e barretense indignado com as posturas dos ditadores do estado e do município de Barretos volto a me manifestar. Aliás, meus amigos barretenses, tomem cuidado porque se reunirem 4, cada um será multado em R$ 500,00. Mas até 3 podem. Tem muita ciência envolvida nisso!

Prof. Dr. Farid Carvalho Mauad

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