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segunda-feira, 04 de março de 2024

Artigos

Maria, Mãe de Deus e plena de graça

Na solenidade da Imaculada Conceição e neste tempo do Advento e, sobretudo às vésperas do Natal, todas as pessoas são chamadas a escutar a voz de Deus, que quer entrar em nossa história. O que nos torna aptos não são meritocracias ou estruturas de poder. Somos chamados pela iniciativa livre de Deus, que quer salvar todas as pessoas. Nos mistérios da intervenção divina, a participação humana é peculiar: é preciso querer participar de seu projeto e deixar-se moldar por sua salvação. Isso é dizer “sim”.
Celebramos hoje a plenitude da graça dada a Maria, a sua obediência à vontade de Deus a sua fidelidade no seguimento de Jesus. Ela foi concebida sem a mancha do pecado e cheia da graça de Deus. Do início ao fim de sua vida, manteve-se “de pé” como primeira discípula e primeira missionária do seu Filho. Seu “sim” é testemunho do encontro positivo entre o dom de Deus e a liberdade do ser humano.
Todos os privilégios de Maria dependem do fato de que ela é a Mãe de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nosso irmão e Salvador. Maria foi preparada por Deus, desde o primeiro instante de sua existência, para acolher aquele que realizaria a salvação do mundo. Na festa de hoje, celebramos sua imaculada concepção. Quer dizer: desde a sua concepção no ventre de sua mãe, ela não só não traz a mancha do pecado, mas, sobretudo, é plenificada pela graça de Deus. Mas como pode acontecer isto se Jesus ainda não tinha se encarnado, vivido, morrido e ressuscitado para a salvação de todos? – Maria é preservada do pecado e plenificada pela graça de Deus por antecipação, isto é, tendo em vista os futuros méritos de Cristo.
Na verdade, santa devia ser – desde a sua concepção – aquela que daria à luz Jesus Cristo, Salvador da humanidade passada, presente e futura.

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