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domingo, 16 de junho de 2024

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Maria, Mãe da Igreja, e a virtude da Paciência

Você já ouviu falar de “virtudes”? Elas são qualidades que cultivamos no correr da vida, até que se transformem em algo constante, enraizado na gente. O contrário da virtude é o vício, um hábito ruim do qual a pessoa tem muita dificuldade de se libertar. Vejamos como Maria, a mãe de Jesus, que é Deus, viveu a virtude da Paciência, a partir dos gestos e das palavras de seu Filho.

Na sociedade atual, a paciência não é valorizada. As novas gerações, em especial, são impacientes. Querem tudo, logo e de uma vez. O uso constante da internet no celular lhes dá a falsa impressão de que tudo acontece rapidamente. Na realidade, tudo tem seu tempo e seu ritmo. Há uma distância entre o desejo e a realização. A paciência é a virtude de acolher os limites do tempo e das pessoas.

Jesus é paciente com as multidões que vêm ao seu encontro para ouvir sua mensagem e ser curada de males do corpo, da mente e do espírito. A Ele se aplicou a profecia de Isaías: “Não esmagará a cana rachada, nem apagará o pavio que fumega, até que faça vencer a justiça” (Is 42,3). O mestre tem compaixão da multidão abandonada., como ovelhas sem pastor, e as ensina sem pressa (Mc 9,32).

Maria cultiva a paciência. Como mulher grávida, vive o tempo necessário dos nove meses de gestação. Pacientemente, junto com José, educa Jesus. Dias, meses e anos para ensinar a criança a falar, a caminhar, a desenvolver bons hábitos de convivência, a compreender a Palavra das Escrituras judaicas, proclamada a cada sábado na sinagoga. Muitas vezes Maria e José contavam para Jesus as histórias do seu povo: a fé de Abraão e Sara, a escravidão no Egito, a libertação, a caminhada no deserto, a aliança de Deus com o Povo…

Pacientemente eles ensinam o menino Jesus a orar com Salmos e cânticos. Talvez o maior exercício de paciência que Maria fez consistiu na noite escura, nos dias que pareciam não passar, entre a morte trágica na cruz e a ressurreição de Jesus.

Aprendemos de Jesus e de Maria a cultivar a paciência, que não é ficar parado, nem se conformar com as coisas erradas, e sim, perseverar no bem. A paciência é irmã da perseverança e da esperança. Maria, mãe da paciência, rogai por nós!

(Por: Ir. Afonso Murad, FMS, professor de Mariologia)

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