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sexta-feira, 12 de julho de 2024

Artigos

Maria e a virtude da coragem

A virtude da coragem é querida por nós. Seu contrário é o medo. Há medos reais, que nos alertam sobre situações de risco ou de perigo. Por exemplo: sair sozinho, tarde da noite, por uma rua escura e sem movimento. E há medos que nos aprisionam e mantêm situações de injustiça. Quantas mulheres sofreram ou ainda sofrem violência e abusos no corpo, e não têm coragem de denunciar!

Na Bíblia, fala-se de “temer a Deus”. Não se trata de um medo infantil, e sim de respeitá-lo, de reconhecer sua grandeza e bondade. Quem teme a Deus não é um medroso, e sim empenha todas as suas forças para se comprometer com Jesus e o Reino de Deus. Na Bíblia, quando alguém recebe um convite de Deus para a vocação e a missão, naturalmente sente medo, pois percebe suas limitações e os desafios. Mas Deus sempre diz: “não tenhas medo” (não temas!). Jesus também diz aos seus discípulos para não terem medo (Mt 14,27).

E Maria? Quando Gabriel vem ao seu encontro e lhe diz: “o Senhor está com você”, ela fica surpresa e “se perturba” (Lc 1,29). Mas ele lhe diz: “não tenhas medo” (Lc 1,30). Maria levou a sério essa palavra e se revestiu de uma coragem impressionante. No seu cântico, ela proclama que a misericórdia de Deus se estende a todos aqueles que o temem (Lc 1,50). Junto com José, Maria foi corajosa para educar Jesus. Essa mesma coragem a levou a renunciar aos privilégios de mãe e a segui-lo, junto com outros discípulos e discípulas, ouvindo a palavra de Jesus e colocando-a em prática (Lc 11,27-28). Por fim, ela foi corajosa, quando se colocou ao pé da cruz, perseverando na fé, junto com outras mulheres e o discípulo amado. Que Maria nos ensine a cultivar a virtude da coragem.

(Por: Ir. Afonso Murad, FMS, professor de Mariologia – FAJE))

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