terça-feira, 27 de outubro de 2020

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Mãe de São João Paulo II foi aconselhada a abortá-lo

O mundo poderia não ter conhecido Karol Wojtyła, o Papa São João Paulo II, se os pais dele tivessem seguido o conselho de um médico logo que a mãe dele ficou grávida.
Em uma entrevista realizada pela ACI Stampa, a autora Milena Kindziuk, escritora do livro “Emilia y Karol Wojtyla”, pais de São João Paulo II, conta este incrível relato que mostra a fé dos pais do santo.
Quando ficou grávida de Karol, em meados do ano 1919, Emilia Wojtyła tinha um filho chamado Edmund, de três anos, e já havia perdido uma filha, falecida pouco depois do nascimento.
Segundo a autora, Emilia “era plenamente consciente da ameaça para sua vida e a do seu filho, especialmente quando o diagnóstico veio da boca do obstetra mais reconhecido de Wadowice (povoado da Polônia onde morava). Logo, precisou escolher entre a própria vida ou a do bebê que carregava, mas sua profunda fé não permitiu que Emilia optasse pelo aborto”.
“Emilia e Karol (pai) se amavam muito, eram um casal muito unido, então para eles era um grande dilema. Sabiam que a recusa ao aborto representava uma séria ameaça para a vida de Emilia. Como pais, deram-se conta que Edmund ainda era pequeno e precisava de sua mãe. Por outro lado, para Emilia e Karol, que levavam a sério a sua fé, matar um bebê ainda não nascido era inaceitável”. Assim explica Milena Kindziuk a dramática decisão dos pais de Karol Wojtyla, o Papa São João Paulo II
Inspirados por sua profunda fé, “tomaram a corajosa decisão de que, independentemente de tudo, o bebê iria nascer. E então começaram a procurar outro médico”. O novo médico “não sugeriu um aborto. Além disso, aceitou seguir a gravidez da mulher. Impôs apenas uma condição: se comprometeu a tomar tais riscos a pedido expresso de ambos os esposos e sob a responsabilidade deles”, conta a autora.
Segundo relata Milena Kindziuk, Emilia teve uma gravidez difícil e ela passou a maior parte do tempo deitada e tinha menos força que o habitual. Enquanto acontecia o parto, uma vez que naquela época não era comum que os homens presenciassem, Karol pai e seu filho Edmund se dirigiram à igreja paroquial e cantaram Ladainhas à Virgem Maria.
“Sabemos por mensagens que Emilia pediu à parteira que abrisse a janela, pois queria que o primeiro som que seu filho escutasse fosse uma canção em honra a Maria”, menciona a escritora.
Emilia Wojtyla deu à luz a seu filho escutando a canção da Ladainha de Loreto. O bebê nasceu excepcionalmente grande e forte. Era um menino saudável que chorava em alta voz, como se quisesse se juntar ao canto das pessoas na igreja. E o pequeno se tornou não apenas o papa, mas santo.

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