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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

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Macarrão paraprobiótico aguarda parceria para alcançar mercado

Os paraprobióticos são células ou frações microbianas mortas
(não viáveis), mas que, ainda assim, podem influenciar positivamente o organismo e conferir benefícios à saúde de quem consome

Os probióticos estão presentes na dieta humana em diversos produtos como queijos e derivados de leite. Porém, com uma grande parcela da população com restrição ao consumo de alimentos lácteos, as versões inativadas dessas bactérias benéficas para a saúde, apresentam grande potencial para a indústria alimentícia. Uma dessas tecnologias está no Portfólio de Patentes e Softwares da Unicamp à espera de empresas interessadas em desenvolver produtos mais completos que vão além da nutrição, como o macarrão paraprobiótico.
A tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp. O método consiste em transformar bactérias específicas. Os paraprobióticos são células ou frações microbianas mortas (não viáveis), mas que, ainda assim, podem influenciar positivamente o organismo e conferir benefícios à saúde de quem consome. Além disso, são mais estáveis para aplicação em alimentos que passam por etapas drásticas de processamento.
“O macarrão é um produto que todo mundo consome e tem uma ampla vida de prateleira. Com essa tecnologia a indústria não teria que se preocupar com grandes mudanças no processo de fabricação e armazenamento, pois a viabilidade da bactéria não seria influenciada, visto que ela está morta. Ainda assim, os benefícios são expressivos”, diz a pesquisadora, Caroline Nunes de Almada, destacando algumas das vantagens da tecnologia.

Benefícios do consumo de paraprobióticos

O composto foi adicionado à massa na forma líquida e não alterou a composição química do alimento. Testes experimentais mostraram que uma dieta com o alimento influenciou a microbiota de animais saudáveis após 15 dias de consumo, em relação ao grupo controle. Os pesquisadores identificaram que o consumo do macarrão paraprobiótico modulou a microbiota intestinal dos roedores, promovendo modificações na composição e na funcionalidade, aumentando bactérias benéficas.
A dieta com o alimento funcional também reduziu em 11,3% no nível de glicose e em 10,6% no de colesterol. Os pesquisadores acreditam que o resultado também será positivo no organismo humano, mas para ter certeza, é preciso submeter o alimento a novos estudos.
Por enquanto, o método de obter este alimento funcional , o macarrão paraprobiótico não está sendo comercializado. A tecnologia teve pedido de patente depositado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), mas o caminho entre a pesquisa inovativa na Universidade e o lançamento de um novo produto no mercado depende de etapas desenvolvidas pela indústria. O processo de licenciamento começa com o contato das empresas com a Inova Unicamp. A Agência de Inovação da Unicamp é quem faz a negociação para contratos de parceria.

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