quinta-feira, 06 de agosto de 2020

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Liberte-se para uma vida nova!

“Logo que saíram daí, os fariseus começaram a consultar os herodianos sobre Jesus, para encontrarem algum modo de matá-lo”. (Mc 3, 6)

Os opositores de Jesus sabiam que Ele operava a verdade, tanto que buscavam astutamente uma forma de prejudicá-lo; pois, o mesmo fazia o que jamais sonhariam em fazer, ou seja, ajudar os excluídos pela sociedade. Afinal, a troco de quê? Inclusive nos dias atuais, de se ajudar pessoas independentemente de qualquer coisa?
Até que ponto estaríamos dispostos a enfrentar sistemas consolidados em seu modo de ser e operar na sociedade atual? Teríamos a coragem de fazer inteligentemente, a exemplo do Senhor, apontar profeticamente o que está errado e fora da perspectiva Divina?
Vejam! Os discípulos colheram em dia de sábado para se alimentarem (Mc 2, 24) e o Senhor também curou um homem cuja mão era paralisada (Mc 3, 1-5) sob os olhares clínicos de seus opositores. Será que tal situação também ocorre nos dias atuais em que, em nome da lei e da regra, deixamos de ajudar temendo represálias?
Não raro, nos prendemos a certas tradições nos mantendo irredutíveis, ao ponto de desprezar irmãos e irmãs em nome da fé pelo fato de não comungarem de nossa visão e da nossa experiência de fé como se fossem cláusulas pétreas, ou seja, “imutáveis”.
Tenhamos, meus irmãos e irmãs, olhos abertos e coração escancarado para acolher as diversas situações que se apresentam cotidianamente frente a todos nós, pois o próprio Senhor Jesus viu, sentiu compaixão e cuidou deles (Lc 10, 33-34). Temos que seguir o mesmo exemplo para que, de forma responsável, possamos questionar ações que são aplicadas sobre as pessoas e defendê-las com nossa cultura profética de denunciar tudo o que provoca a morte.
Normas e as regras servem oportunamente para manter a ordem, a paz e a harmonia no seio da sociedade, e as mesmas também devem ser aplicadas sob a perspectiva dos mandamentos do Senhor, pois o importante é salvar as almas, e se as mesmas não proporcionarem isto, de que adiantam então? O mesmo raciocínio se aplicam a nós: de que adianta conhecer a Deus e seus mandamentos se escarnecemos os excluídos da cidade dos homens e da cidade de Deus?
Portanto, busquemos a libertação da ignorância no tocante da interpretação dos mandamentos do Senhor bem como das regras que regem a nossa sociedade.

Carlos Araki
Seminarista

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