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quinta-feira, 25 de julho de 2024

Artigos

Leis da Pureza e da Impureza em Israel

Desde o início é bom esclarecer que a Igreja preza por bons costumes e tradições que tenham significados válidos, por serem verdadeiros. Haja vista a liturgia e seus ritos sagrados, sempre com profundas razões para serem seguidos. Por isso, acólitos e ministros de equipes de celebração costumam ser continuamente treinados sobre como proceder com os utensílios litúrgicos e sua correta disposição nos locais recomendados.
Também as rubricas de um Missal ou outros Rituais indicam tudo o que deve ser feito nos momentos específicos, e até os presidentes das celebrações, desde o papa, devem segui-las. Uma vez que estas celebrações são realizadas em todo o mundo, nos mais diversos ambientes e culturas, essa organização é fundamental para a unidade e a comunhão eclesial.
Depois dessa introdução é que vamos àquela passagem em que alguns fariseus e mestres da lei começaram a criticar os discípulos de Jesus que estavam comendo pão “com as mãos impuras”, ou seja, sem lavá-las antes. Não quer dizer que estavam com as mãos sujas. É que havia em Israel a Lei da Pureza e da Impureza. Havia inúmeras situações que faziam as pessoas ficarem “impuras”, isto é, em situação de pecado. Se o leitor quiser ver algumas das leis sobre essas situações, procure o capítulo 15 do Levítico.
No evangelho de Marcos, cap. 7, vemos algo a respeito nos versículos 3 e 4: “Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre.” Também vários alimentos eram proibidos para eles como, por exemplo, a carne de porco. Se dela se servissem, cometeriam um pecado, isto é, ficavam impuros, precisando do perdão divino através de ofertas de sacrifícios.
É sobre esse jeito fundamentalista de interpretar as Escrituras, que Jesus lhes chama a atenção, chamando esses mestres da lei e fariseus de “hipócritas” porque, apesar de parecerem cumpridores das leis, tinham um comportamento reprovável, às ocultas.

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