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sábado, 02 de março de 2024

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Lá no céu seremos como anjos

Sabemos muito pouco como é o céu, tão prometido por Deus para todos os que aceitarem ir morar lá, em nossa próxima fase da vida. Sabemos quase nada mesmo! Fica tudo na imaginação, e é claro que Deus faz assim de propósito, porque Ele exige Fé e Confiança. Ou você confia no que foi revelado a respeito, mesmo que pouquinho, ou você não confia, fica em dúvidas, um tanto descrente…
Paulo, na 1ª carta aos Coríntios 2,9, é taxativo: “o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, tudo o que Deus preparou para os que o amam”. Embora como o céu é, de fato, fique tudo na imaginação, o apóstolo é explícito: não conseguimos nem imaginar!
Talvez essa falta de informações faça com que muitos cristãos, e mesmo os demais, alimente ainda mais a tal descrença. Parece que essa possibilidade de uma felicidade plena se tornou tão distante, duvidosa, incerta, que perdeu seu fascínio, sua atratividade. No entanto, Jesus procurou dar umas boas dicas sobre o que nos espera na vida celestial.
Primeiramente, como Deus é Deus dos vivos, e não de mortos, a principal promessa é de vida plena: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10). De fato, uma pessoa normal não gosta da ideia de morrer, está sempre preocupada com a própria saúde, procura adiar sua morte o mais que puder, e pode acontecer de até entrar em desespero ou depressão quando vê seu fim se aproximar. Chega a esta situação por falta mesmo de formação e de Fé. O crente crê que foi criado para não morrer, ou seja, para a ressurreição e para uma vida eterna, que não acabará nunca mais, por centilhões e centilhões de milênios.
E além disso, como Deus Uno-Trino é dinâmico, criativo, onipotente, o evangelista João nos afirma que “seremos semelhantes a ele” (1Jo 3,2), o que se traduz por: teremos felicidade plena. “A casa do meu Pai tem muitas moradas” (Jo 14,1) e, em várias passagens, ele compara a vida lá com uma festa interminável, sem ser cansativa, ou com banquetes ou festas de casamentos – os esponsais de Deus com a Humanidade. E não são festas preparadas por serviços humanos de buffets, mas de produção divina.
Aqui temos um corpo terrestre, sujeito a instintos animalescos e inclinado ao pecado; vivemos cheios de medos de todos os tipos, inseguros, ansiosos, preocupados. No céu, teremos um corpo celeste, livre de toda a corrupção do corpo terrestre. Acabam os medos, a insegurança, as lágrimas, as dores, e a Morte foi derrotada, por Cristo.
Jesus garante: “São todos como os anjos no céu” (Mt 22,30).

Por: Diácono Lombardi

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