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domingo, 27 de outubro de 2013

Artigos

JUSTIÇA E JUSTIÇA

Bom Dia Barretos. 
Dia desses estava eu a meditar sobre a justiça humana, e por ser humana com os seus acertos e desacertos, bem como, sobre a justiça divina, essa sim composta só de acertos, quando me caiu às mãos uma fábula de Esopo, o príncipe das fábulas, e que, para ilustrar esse artigo, faço questão de aqui reproduzir.
Conta Esopo que um rato terrestre, zanzando pelo campo, para sua infelicidade, um dia conheceu e fez amizade com uma rã que o induziu a amarrar a sua pata à dela. No inicio tudo correu as mil maravilhas e viviam felizes, pelas plantações comendo trigo. 
Com o passar do tempo aproximaram das margens de uma lagoa. A rã ficou toda alvoroçada, não se contendo, e dando a mínima ao pobre rato, pulou na água levando consigo o parceiro preso à sua pata. Enquanto ela se divertia coaxando, o infeliz rato repleto de água acabou morrendo afogado. 
Entretanto por estar preso à pata da rã continuou flutuando. Lá pelas tantas, um Milhafre, ave de rapina, europeia, da família dos falcónidos, avistando-o, arrebatou-o nas suas garras. Ora a rã, por estar a ele atrelada, acompanhou-o, e serviu, ela também, de refeição para o milhafre.
Conclui Esopo: Mesmo depois de morto, qualquer um pode ser vingado, porque a justiça divina tudo observa e tudo pesa, de maneira equitativa, na sua balança.
Bem, meus irmãos, claro que devemos prestar contas à justiça humana, com os seus acertos e desacertos, mas devemos temer muito mais a justiça divina, essa sim infalível, e cujo julgamento prevalece por toda a eternidade, ao contrário do efeito da humana, que não ultrapassa o nosso período de vida terrena. 
A humana sofre a interferência dos invejosos, que não se contentam em apenas gerar versões falsas, mas vão além, criando inclusive constrangimento aos julgadores, que acabam tendo que separar o verdadeiro fato da versão plantada. Claro que por serem humanos, como humanos são médicos engenheiros, padres, advogados, mestres, carpinteiros ou garis, na maioria das vezes acertam, mas não podem ser sacrificados quando acabam cometendo alguns deslizes próprios da condição de humanos com que nos revestimos ao aportar o planeta terra. 
Devemos, pois respeitar, e muito, a justiça humana, à qual estamos atrelados em nossa jornada terrena, mas só temer a justiça divina, essa sim, que nunca erra, nunca falha e vale por toda a eternidade, inclusive punindo quem induziu outras pessoas a erros por maldade, inveja ou ódio.
BOM DIA BARRETOS.

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