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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

Jornalismo atual: da postura isenta ao ativismo ideológico atingindo a militância política

Impressiona o desnível acentuado do Jornalismo brasileiro, nas últimas décadas, tendo testemunhado há 50 anos o seu papel sócio-político enquanto ciência exercida com isenção, idealismo e competência.
Quão grandes eram os jornais O Estadão, a Folha de São Paulo, o Jornal do Brasil, ao lado de vários outros matutinos brasileiros.
Como era motivo de orgulho um profissional se apresentar como jornalista, ao mesmo tempo em que era visto com respeito e admiração.
E agora, em nossos dias? De fato, assusta muito o nível de degradação dessa importante profissão, perdida num universo de vícios, que vão desde a falta de cultura mais rebuscada, passando por ativismo ideológico que empurra o ou a jornalista para uma militância política, fanática à beira de provocar visíveis posturas de parcialidade. Chegam a ser risíveis ou irritantes, dependendo da situação.
Conglomerados jornalísticos grandes, despencados a uma penúria de existência, como é o caso do grupo Globo, a “novata” CNN brasileira indo na onda de uma parcialidade com jeito de “injeção de motivações” e da BAND, de crescimento e amadurecimento admirados, parecendo agora entregue a oportunidades ou oportunismos.
Salva-se o “caçula” grupo Jovem Pan, fazendo um jornalismo mais confiável, e isento, por conta de admitir jornalistas, estes sim, com seus perfis profissionais diversificados, sem, entretanto, endossar as opiniões de todas as “bandas” ocupadoras dos espaços da empresa. Grupo Jovem Pan faz questão de frisar isso.
Interessante é a extensão dos desvios. E aqui nos é dado o direito das menções dos nomes, comentando os vícios e virtudes profissionais de cada um. Afinal, se somos expectadores de seus trabalhos, de certa forma obrigados, podemos obviamente avaliá-los publicamente, numa via de duas direções.
Não é “pecado mortal” possuir tendências, por exemplo, a conservadora e a hoje chamada progressista. Correlacionam-se, sim, com antigas tendências esquerdistas (progressista) e direitistas (conservadoras). Com denominações um pouco mais antigas, como o capitalismo e o comunismo, este último tentando recrudescer depois de quase morto em nosso planeta Terra.
Se jornalistas de alto nível como Augusto Nunes, Alexandre Garcia, Guilherme Fiuza, Cristina Greml, Ana Paula Henkel, Rodrigo Constantino, Paulo Figueiredo, Miguel Daoud, etc. são percebidos como conservadores com bandeiras da liberdade de expressão, todos têm a capacidade profissional de separarem seus perfis pessoais ao tratar das notícias e da análise dos fatos.
Se nesse cast da Jovem Pan existe esse elenco de tendências comuns defensoras de um polo, há também outros com profissionalismo de isenção, porém, com a sensatez de respeitarem limites, como o caso de Diogo Schelp, com sua ideologia e simpatia, fáceis de serem percebidas, mas que não chocam ao explaná-las. Dá para ser ouvido até para aquilatar a extensão do pensamento do outro lado.
Mas o que não dá para aceitar, são posturas da jornalista Amanda Klein e a de Felipe Pena, arraigados ativistas e militantes de um polo ideológico, que sinceramente não dá para ouvir induzindo a uma retirada do som dada a desfaçatez, postura coerciva da análise dos fatos, indo ao ponto de tentar atropelar as ideias opostas.
Dá para assistir ou ouvir Fábio Piperno? Sim, até dá…O classificaria como um esquerda ideológico, porém, que procura respeitar as ideias adversas por vezes usando um mínimo de bom senso. Isso tem que existir de todos os lados.
O que acontece é que o bloco conservador, logicamente, tem suas preferencias pessoais, não as escondem e estão sempre prontos a rebater. Caso dos citados mais Caio Coppolla, Lacombe, a recente aparição de Marco Antonio Costa.
Da banda da esquerda, são inconfundíveis as posturas de Reinaldo Azevedo, de Josias de Souza, Thaís Oyama, Vera Magalhães, Marco Antônio Villa, nitidamente radicais militantes, que não aceitaram continuar na Jovem Pan, passando por ela formatada como aberta às ideias, porém, me parece, sem tolerar o enfrentamento de debates com competentes conservadores.
Enfim, se minha posição ideológica é claramente conservadora, assistir argumentação crítica do citado time, é confortável. Fica difícil assistir posturas radicais ao estilo de Klein, Felipe Pena ou Thais Oyama.
Seria mera impaciência ou intolerância ou apego demasiado ao grupo que diz o que eu diria? Fica aí a reflexão…
Uma coisa é certa: a queda do Jornalismo como um todo é indiscutível.

 

Dr Fauze José Daher
Médico-Cirurgião e Advogado
Cidadao Benemérito de Barretos

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