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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Artigos

João Calvino, O segundo grande reformador da religião cristã no séc. XVI

João Calvino foi o segundo grande reformador da religião cristã no séc. XVI as características de racionalismo e individualismo. Para Calvino a rejeição da autoridade do costume e da tradição e feita em nome da razão humana e que embora ela seja corrompida pelo pecado ela não era como dizia Lutero ‘a prostituta’ mas sim do Dom divino. É pela razão que cada homem pode entrar em contato diretamente com seu criador sem precisar da intermediação das igrejas etc. Foram esses aspectos racionais e individualista da doutrina Calvinista, aplicada a uma tarefa de metódica transformação pelo mundo pela atividade profissional de cada ser humano no cumprimento de sua vocação de glorificar a deus. O ponto de partida da ética calvinista é um pessimismo absoluto quanto a natureza humana. O homem foi criado com um ser livre, a imagem de seu criador mas pela maldição do pecado, tornou se um escravo voluntário. Calvino dá um passo mais adiante ao sustentar a tese que dizia “ainda que por necessidade, nós pecamos voluntariamente. A sua resposta foi negar que o pecado cessasse de ser considerado como tal, pelo fato de ser necessário, bem como negar, também, que ele pudesse ser evitado, pelo fato ser voluntário. Segundo a tese sustentada por Lutero e, muito ante dele, já avançado por Santo Agostinho: a salvação vem unicamente de Deus.
Calvino poderia ter se limitado a isso, mas movido pelo dever de pregar integramente a palavra do senhor. Calvino permaneceu sempre rigidamente pegado a uma ideia que dizia, 
‘Que tudo, inclusive a própria fé, nos vem de Deus, pois desde o pecado original nada de bom nos advém por nosso próprio mérito. É importante ressaltar as consequências ético- políticas que essas convicções religiosas provocaram. O argumento empregado por Calvino para sustentar a sua tese da predestinação, de que a livre escolha divina principalmente com a eleição do povo de Israel. Outra consequência das ideias calvinistas sobre a predestinação é que elas não puderam deixar de engrenar uma cultura de individualismo exagerado. Para Calvino, todos os bens terrenos pertencem a Deus e nós somos simplesmente os seus administradores.
Calvino nunca chegou a esse extremo, ele reconhece que se o senhor nos proíbe de lesar ou ultrajar o nosso próximo, porque ele quer que consideramos cara e preciosa a vida deste, ele também requer de nós “os ofícios da caridade”, pelo quais ela pode ser conservada por Richard Baxter. Calvino preconiza a instituição de um governo coletivo, pela qual busca evitar diversos conselhos, o abuso de poder autoridades e obedecer aos seus mandamentos, tal atitude seria um perjúrio e uma traição a liberdade do povo.
 
Ana Claudia da Silva Cavalcante, Tassia Mykkelis Tobias e Gabriela Ferreira, estudantes de Direito 

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