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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Jesus venceu no deserto o que Adão fracassou no paraíso

Um dos paralelos estabelecidos entre a pessoa de Jesus e o primeiro homem, chamado Adão, é este: ambos foram submetidos a tentações e, no entanto, responderam de maneira distinta e foram protagonistas de duas realidades à quais persistem até nossos dias. Olhar para a obediência de Jesus em detrimento da ganância e desobediência de Adão nos faz refletir acerca das circunstâncias em que deram a resposta.
O primeiro, no paraíso, via a Deus face a face e gozava do privilégio da perfeitíssima comunhão com o Criador; o segundo, ao contrário, embora estivesse em plena comunhão de espírito e vontade, se encontrava imerso nas infinitas consequências do pecado da humanidade as quais livremente assumiu sobre si, a fim de nos libertar e garantir a vida eterna.
Olhando para essas duas realidades somos chamados a nos enxergar nelas e recordar as vezes em que culpamos os locais e as circunstâncias pelas nossas más decisões e entender, definitivamente, que as boas ou más decisões têm muito mais a ver com nosso caráter do que com o contexto, salvando raríssimas exceções.
O deserto e o paraíso simbolizam os altos e baixos que todos nós enfrentamos e, no entanto, não dever ser determinantes nem suprimir aqueles valores fundamentais que devem orientar nossa vida. Enfim, seja nos paraísos da vida ou nos desertos de nossa história, devemos sempre ser fiéis a nossa reta consciência, perseverar no bem, no amor e na paz, respeitando o próximo e lutando para que um mundo melhor aconteça.
A vitória ou a derrota não depende do lugar, mas de nossa força e convicção interiores, elas que nos fortalecerão e nos darão a garantia de um caminho seguro e certo.

Fernando Felix Rabelo
Seminarista

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