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segunda-feira, 15 de abril de 2024

Artigos

Jesus Cristo: amor que recria o mundo!

Os ramos e o amor total estão ligados profundamente, cerzidos entre os Evangelhos e as leituras deste domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, início da Semana Santa. Erguemos os ramos para acolher o Senhor, mas é incompatível acolhê-lo sem assumir novo estilo de vida. O contexto de desigualdades, disputas e individualismo, os fundamentalismos que neutralizam o diálogo, as crises familiares, as doenças e outros processos de adoecimentos psíquicos são algumas das realidades que carregamos para celebrar a Semana Santa.

A imagem guardada pelo profeta Isaías de um misterioso Servo sofredor que suporta todo tipo de ofensas e de violência, na confiança de que “o Senhor é meu auxiliador”, torna-se sempre uma esperança nova que ganha sentido maior em Jesus Cristo. De fato, hoje, com Jesus, entramos em Jerusalém aos gritos de “Hosana, bendito o que vem” e, igualmente com Jesus, entramos no tribunal para vê-lo condenado à morte de cruz. Em tudo, Jesus assumiu a condição humana sofredora, por isso, conforme a carta de Paulo aos Filipenses, “Deus o exaltou acima de tudo”.

A Igreja no Brasil também realiza neste domingo a coleta da solidariedade, gesto

concreto da Campanha da Fraternidade. Participar desse sinal é colaborar com projetos que garantem uma esperança a mais a muitas pessoas, além de ser sinal de pertença e de

unidade eclesial.

A liturgia deste domingo compreende dois Evangelhos: a entrada de Jesus em Jerusalém, proclamada no início, antes da procissão, e uma das narrações da paixão e morte de Jesus na cruz.

Jesus entrou em Jerusalém “montado em um jumentinho” (v. 7); ou seja, ao renunciar entrar a cavalo, assumiu a condição dos mais pobres. Foi acolhido por “muitos que estenderam seus mantos pelo caminho, outros espalharam ramos que haviam apanhado nos campos” (v. 8). Todos gritavam: “Hosana, bendito o que vem” (v. 9).

Hosana é um pedido de ajuda, um grito por salvação. A salvação, de fato, foi percebida pelo povo simples de Jerusalém em Jesus de Nazaré. A salvação que o povo reconheceu não foi da potência, do poder, mas do serviço e do amor. Nos mantos e nos ramos, aquelas pessoas antecipavam a resposta que, mais tarde, aconteceria na cruz: Deus nunca nos abandonou!

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