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terça-feira, 09 de dezembro de 2014

Artigos

INVESTIR CADA VEZ MAIS NO CAPITAL HUMANO EDUCACIONAL

Todo investimento em educação deve levar em conta o capital humano, priorizando a capacitação dos professores e profissionais da Educação, além de remuneração adequada para o exercício de suas atividades. Esse talvez seja o maior desafio para que tenhamos efetivamente a qualidade de ensino que desejamos, e que faça do Brasil um país desenvolvido. Se queremos alcançar os níveis de excelência de outros países que fizeram da Educação uma prioridade nacional, temos que assumir a responsabilidade de não apenas cobrar dos poderes públicos maior esforço nesse sentido, mas também das instituições do setor privado, para que tais investimentos não sejam apenas uma retórica, mas expressão de uma firme vontade política na promoção da educação brasileira.
Para isso, é preciso afirmar essa disposição, com gestos concretos, a partir da base. Em todos os níveis (municipal, estadual e federal), as iniciativas devem buscar esse aprimoramento, a partir da qualificação de educadores e demais profissionais. Os professores devem ter uma atenção especial, porque eles possuem a incumbência maior, no sentido de preparar as crianças, adolescentes e jovens não apenas para o mercado de trabalho, mas para a vida, com princípios e valores humanos. Tudo isso exige uma preparação em estudo, aquisição de material, viagens, cursos, etc. Nem todos tem acesso às mesmas oportunidades, muitos até com grande dificuldade conseguem estudar e prosseguir os cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado, para obterem graus acadêmicos que permitam uma melhor colocação no mercado de trabalho. Por isso, que é preciso que poder público e empresas ofereçam condições mais adequadas para esta formação aos professores e demais profissionais de ensino, não apenas em sua fase de formação, mas também durante o exercício do magistério.  
Vemos ainda muitos professores terem de se submeter a cargas horárias pesadas, com dois ou até três turnos por dia, em escolas diferentes, para conseguirem uma renda satisfatória. Muitos ainda acabam até deixando o magistério para exercer outra atividade profissional, até mesmo como autônomos, em prestação de serviços, etc., porque cada vez mais atividade docente fica menos atrativa. Por isso, que apoiamos todas asmedidas e iniciativas de verdadeira valorização dos professorese profissionais de ensino, porque é por aí que começaremos a garantir a efetiva qualidade de ensino que desejamos. 
 
Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá e Representa o Ensino Superior Particular na Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos do MEC.”.

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