terça-feira, 20 de outubro de 2020

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Intestino, o nosso segundo cérebro

Nutricionista Gustavo Pereira, do Hospital São Jorge explica como a saúde intestinal pode influenciar no funcionamento de todo o nosso corpo

Para boa parte das pessoas, descobrir que o intestino é o nosso segundo cérebro, pode ser um pouco intrigante, já que as funções deste órgão são tão amplas e nem sempre tão divulgadas. Mas, segundo o nutricionista Gustavo Pereira, que atua no Hospital São Jorge, a saúde intestinal tem reflexos em todo o nosso corpo.
Ele explica que o nosso cérebro envia 30% de neurotransmissores para o intestino e o intestino envia 70% de neurotransmissores para o cérebro. “Além disso, alguns hormônios são produzidos em níveis intestinais, estimulados por bactérias benéficas e fazem ação no sistema nervoso, como a serotonina e a dopamina”, disse.
Segundo o profissional, o intestino também tem a função de não absorver toxinas e metais pesados que, se absorvidos, podem causar inflamações sistêmicas, sobrecarga hepática e deficiência de nutrientes, entre outros males. Ele explica ainda que um intestino que não está em boas condições de saúde pode trazer problemas como perda de energia, força, resistência e sono. Mas, os problemas podem ser evitados com uma dieta diversificada, com ingestão de legumes e verduras em todas as refeições, além do consumo de frutas, principalmente abacaxi, mamão, kiwi e limão. “Fibras solúveis, hidratação, controle de estresse, também fazem ao intestino”, afirma.
Na contramão da indicação, estão os açúcares e adoçantes a base de sucralose, sal em excesso e alimentos industrializados devem ser evitados. “É preciso estar atento. Alimentos industrializados com um prazo de validade longo possuem antimicrobianos, que são como tomar antibióticos todos os dias, podendo gerar inflamações e o rompimento da barreira intestinal”, disse.
Para identificar a saúde do intestino, o nutricionista indica o acompanhamento profissional e a verificação da aparência das fezes considerando um parâmetro chamado Escala de Briston. “Pessoas com o intestino saudável devem ter fezes que lembrem o formato de uma banana, sem fissuras e com facilidade de evacuação”, afirmou.

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