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segunda-feira, 20 de maio de 2024

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INTENÇÃO DO PAPA PARA OUTUBRO: PELO SÍNODO

Rezemos pela Igreja, para que adote a escuta e o diálogo como estilo de vida em todos os níveis, deixando-se guiar pelo Espírito Santo em direção às periferias do mundo.
Ainda estamos vivendo as alegrias e esperanças do Sínodo, instrumento que vai auxiliar a Igreja de Jesus Cristo a se atualizar no Espírito Santo, usando do diálogo como ferramenta necessária para este novo tempo. A Igreja em todos os tempos sempre viveu sob esta dupla atitude: escutar e dialogar. Engana-se quem pensa que a Igreja nunca fez esses exercícios. O escutar está diretamente relacionado com a ação do Espírito Santo e, por consequência, a proclamação da Palavra, essa mesma Igreja é guardiã e serva. Assim, instruída pela Palavra, essa mesma Igreja poderá enfrentar, no diálogo, as diversas situações da modernidade.
O diálogo também deve estar sob a sombra do Espírito, caso contrário, esse pode se tornar algo anacrônico, ultrapassado e sem alcance algum. O diálogo, como nos pede a prece do Papa, não pode ser um momento da Igreja, mas um jeito de ser. Tomemos por base nossas comunidades paroquiais em suas forças vivas. Acredito que muitos dos nossos leitores participam da vida pastoral de sua paróquia e sabem muito bem como é gratificante e frutuoso um serviço pastoral que surge da escuta e do diálogo.
O desejo primordial do Sínodo é fazer com que a Igreja recupere com mais propriedade essas dimensões, de que falamos acima. Não que as tenha perdido, mas que ficam um pouco guardadas. Escutar e dialogar não é abrir mão dos valores fundamentais revelados por Deus. Escutar e dialogar não é se anular diante da opinião do outro. Escutar e dialogar são atitudes para os maduros na fé, que compreenderão.

 

 

(Por: Pe. Lucas Reis Pereira – S. Lourenço-MG)

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