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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

Insônia e os riscos ao coração

Olá!
Cerca de 72% da população sofre de problemas relacionados ao sono sendo a mais comum a insônia seguida da apneia. Pesquisadores da Universidade Norueguesa de ciências encontraram uma relação entre sintomas de insônia como dificuldade para dormir e manter o sono e uma maior prevalência de doenças, entre elas:

– Hipertensão arterial: dormir menos de cinco horas por noite, acredite, aumenta em cinco vezes o risco de ter pressão alta, um dos principais fatores de risco para o infarto. Por quê? Além do estresse, os vasos sanguíneos de quem não consegue se desligar por tempo suficiente ficam mais rígidos.

– Diabetes Mellitus: foi realizado um levantamento com 300 pessoas completamente saudáveis que, por algumas semanas, foram impedidas de relaxar adequadamente: algumas eram acordadas antes da hora, outras tinham de escutar barulhos ao longo da madrugada. Após tanto sofrimento, notou-se que essa turma – que antes apresentava exames normais – desenvolveu um princípio de resistência à insulina. E esse cenário, marcado por uma dificuldade da insulina colocar a glicose para dentro das células, com o tempo, abre portas para o diabetes tipo 2.

– Obesidade: uma série de estudos mostra que a falta de descanso estimula a pessoa a comer mais. Pior, ela estimula que o alimento seja estocado na forma de gordura. Há por exemplo, pesquisas sugerindo que, mesmo com uma ingestão idêntica de calorias, os sujeitos com poucas horas de sono tendem a engordar mais.

– Depressão: na verdade, é uma via de mão dupla. Se por um lado, esse transtorno psiquiátrico pode dificultar o adormecer, a insônia mexe com a cabeça da pessoa a ponto de aumentar o risco de uma tristeza profunda. Os quadros de depressão estão associados cada vez mais a repercussões pelo corpo inteiro. Isso porque substâncias produzidas em maior escala entre os pacientes deprimidos podem lesar os vasos sanguíneos. Mais do que isso, a doença em si faz a pessoa se importar menos com a própria saúde. Ela para de se exercitar, começa a comer pior, abandona o tratamento de eventuais doenças e quem sofre com isso é o coração, literalmente.
Essas questões ajudam a entender estudos que indicam que, quanto mais sintomas da insônia alguém apresenta, maior a probabilidade de infarto. Além do fato de que dormir menos de seis horas aumenta o risco de morte por qualquer causa.
O sono é um comportamento que pode ser alterado por novos hábitos e gerenciamento do estresse. Que tal valorizar o descanso?
Um ótimo domingo e até o próximo!

 

Daniele Rezek
Cardiologista
CRM 145.887
RQE 64.850

 

Dúvidas e sugestões, nos envie um e-mail: dradanielecardio@gmail.com

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