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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Artigos

Inovação em energia é caminho sem volta

O Brasil desperdiça energia equivalente à produção de meia Itaipu todos os anos, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco).  Uma das alternativas para sanar esse problema, diz a Abesco, seria o incentivo à eficiência energética, que busca a redução do consumo de energia.
Racionalizar o uso da energia é uma demanda imediata. Não apenas do Brasil, mas do mundo. A busca por uma geração, distribuição e consumo mais eficientes impulsiona a entrada de novas tecnologias e soluções, o que está, em efeito dominó, transformando o setor elétrico. Smart Grid, baterias e tecnologias de armazenamento de energia, sensores e automação, geração distribuída são apenas alguns exemplos de novas possibilidades que já vão muito além da tradicional equação geração, transmissão e distribuição. 
A inovação é o principal acelerador desse processo. Já há alguns anos, as empresas vêm  colocando a inovação em prática, por meio do conceito de Open Innovation, que promove o desenvolvimento de ideias, a união de forças e a criação para melhorar produtos e soluções, gerando valor para negócios e sociedade. Nesse sentido, companhias, universidades e startups precisam trabalham juntas, cocriando novos serviços e aplicações.
E há várias frentes, que tendem a mudar a relação entre consumidor e energia. Uma delas é o  carro elétrico. De acordo com recente pesquisa da Navigant Research, as vendas de carros elétricos, neste ano, devem somar US$ 9,3 bilhões em todo o mundo. Em dez anos, essa cifra ultrapassará os US$ 23 bilhões.
Outro motor de transformação é a Internet das Coisas (IoT), que pode conectar dispositivos do dia a dia à rede mundial de computadores. Estima-se que, em 2017, haverá mais de 8 bilhões de dispositivos conectados no mundo, segundo a Gartner. O setor elétrico pode ser profundamente impactado em aplicações, como o monitoramento remoto de equipamentos utilizados em campo; a gestão de centrais de operações; sensores associados a elementos da rede, entre outras. O IoT é, inclusive, uma das alavancas tecnológicas para o desenvolvimento de cidades inteligentes.
São vários os novos serviços, aplicações e tecnologias associadas ao setor elétrico. Outros tantos, certamente, surgirão ao longo dos anos, para acompanhar as mudanças da sociedade. Caberá às empresas terem esse olhar transformador, por meio da inovação. E quem tiver essa consciência mais apurada e coragem de mudar, considerando a perspectiva do cliente, será protagonista dessa história.
 
 
Teresa Vernaglia é Vice-presidente de Desenvolvimento Estratégico da AES Brasil.

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