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sábado, 20 de abril de 2024

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Inadimplência alcança 6,7 milhões de empresas em janeiro

Em janeiro de 2024, foram registrados 6,7 milhões de CNPJs no vermelho no Brasil, conforme dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. As dívidas negativadas das companhias somaram R$ 127,8 bilhões e o ticket médio de cada débito foi estimado em R$ 2705,2. Em média, cada negócio inadimplente possuía 7,1 contas atrasadas.

O aumento da inadimplência das empresas em janeiro pode ser atribuído, em grande parte, às despesas típicas de início de ano (IPVA, IPTU, reajuste de mensalidades e material escolar), refletindo um cenário sazonal onde as contas acumuladas nesse período impactaram temporariamente a capacidade de pagamento dos consumidores que, consequentemente, influenciam no caixa das companhias.

O Indicador também mostrou que as empresas do segmento de “Serviços” puxaram a elevação de janeiro, representando 54,9% das companhias inadimplentes, seguidas pelos negócios do “Comércio” (36,4%).

Já em relação ao setor das dívidas, a maior parte era de “Outros” (28,5%), que considera contas com Indústrias, Terceiro Setor e Primário. O menos impactado em janeiro foi “Securitizadoras” (1,0%).

Do total de 6,7 milhões de empresas inadimplentes em janeiro, 6,3 milhões foram de Micro e Pequenas Empresas (MPEs), das quais somavam 43,7 milhões de dívidas e indicavam a média de 6,9 contas atrasadas.

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas contempla a quantidade de empresas brasileiras que estão em situação inadimplência, ou seja, possuem pelo menos um compromisso vencido e não pago, apurado no último dia do mês de referência. O Indicador é segmentado por UF, porte e setor.

Recuperar crédito pode ser um processo difícil, principalmente quando a empresa precisa cobrar seus clientes inadimplentes ou está com dificuldades financeiras para cumprir com os compromissos financeiros firmados com credores, parceiros e fornecedores. Ter um bom processo de recuperação de crédito é a saída, pois garante que a saúde financeira do negócio não seja prejudicada. Para isso, é necessário entender o perfil dos devedores, as regras de cobrança e as legislações vigentes para não gerar problemas maiores.

Luiz Rabi, economista da Serasa Experian

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