Ir para o conteúdo

terça-feira, 11 de maio de 2021

Artigos

IGUALDADE PERIGOSA

Bom Dia, Barretos.
Muitos criminosos e já condenados ao cárcere no Brasil, hoje desfrutam do cumprimento da pena em casa, a chamada prisão domiciliar. Fiquei a meditar qual a diferença entre o criminoso cumprindo prisão domiciliar e o trabalhador, que foi impedido de exercer a sua profissão e obrigado a ficar preso em casa. Igualdade perigosa! Pior ainda, fomos igualados ao tratamento dado aos portadores da lepra nos tempos medievais, onde todos tinham medo de se aproximarem deles, de estender as mãos ou de dar um abraço. Somos os leprosos sociais do novo século. Nem com a família podemos nos reunir e nos confraternizarmos, nem pela passagem da páscoa. Igualdade perigosa! Fomos igualados aos marginais que não trabalham nem têm compromisso com a família ou com a sociedade, que geralmente a agridem. Trancafiados em casa, somos relegados a sermos os marginais dos tempos modernos. Igualdade perigosa! Quando ameaçam com multas e prisões quem sair de casa para trabalhar enquanto persistem os encontros festivos ilegais, as baladas, os bailes funk, os cassinos clandestinos e os assaltos realizados pelos bandidos, somos relegados a sermos igualados aos escravos das galés, sem direitos e sujeitos a chibatadas. Igualdade perigosa! Enquanto insistirem em punir em vez de conscientizar, vamos continuar assistindo dezenas ou mesmo centenas de festas, muitos familiares ou encontro de amigos sendo realizadas por falta de respeito ao próximo, e sendo vetores da propagação da doença. O Supremo que tem sido célere em libertar dos cárceres condenados, volta a proibir reuniões religiosas em vez de as disciplinarem. Volto a insistir em trabalhar, abrir o comércio com os devidos cuidados, como uso de máscaras, aplicação de álcool gel, e controle do número de pessoas no ambiente não contribuem para a propagação da doença, e o fechamento, pelo simples fechamento já comprovou que não ajuda a controlar a pandemia, mas aumenta em muito a falta de recursos no lar, para a manutenção de uma qualidade de vida dentro do razoável. Enquanto persistir a queda de braço entre a orientação do Governo Federal que estados e municípios não têm obrigação de obedecer, por decisão também do Supremo, só nos resta reavivar nossa fé, manter tranquilidade e deixarmos nas mãos de Deus o nosso amanhã.

Bom dia, Barretos.

Compartilhe: