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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Artigos

Igreja, Casa e Escola de Comunhão – 5/5

Usamos sempre a palavra “comunhão” para nos referirmos ao mistério da nossa Igreja. De fato, todos os fiéis iniciados na fé cristã, pela graça dos sacramentos do batismo, da confirmação e da Eucaristia, constituem um só corpo congregado pela Trindade, o qual, como Igreja, celebra e vive sua fé nas comunidades eclesiais e em todas as outras esferas da sociedade.
A própria celebração eucarística é chamada de comunhão, pois, em torno dela, nos sentimos irmanados na mesma fé, esperança e amor. “O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? E como há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, pois participamos todos desse único pão” (1Cor 10,16-17).
Olhando para o processo sinodal que estamos vivendo desde outubro de 2021, entendemos que a sinodalidade pode ser entendida como a forma de comunhão da Igreja, povo de Deus. Em outras palavras, a realidade da Igreja e seu modo de agir brotam da comunhão, sustentam-se na comunhão e geram comunhão. Jesus dizia: “Quem aceita meus mandamentos e a eles obedece, esse é que me ama. E quem me ama será amado por meu Pai. Eu também o amarei… O meu mandamento é este: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 14,21;15,12).
Portanto, o mistério da Igreja vai imensamente além da sua realidade como instituição. Ela nasce da comunhão trinitária e se faz presente no mundo como casa e escola de comunhão: casa, enquanto os que a constituem – a saber, todos os cristãos, leigos e ordenados – devem primar por relações fraternas e igualitárias, de valorização mútua dos seus dons e ministérios; escola, enquanto ela está no mundo como exemplo de caridade e promotora de relações respeitosas e inclusivas, ajudando na superação de toda forma de individualismo, competição ou discriminação entre as pessoas.

 

 

(Por: Pe. Vanildo de Paiva, Arq. de Pouso Alegre – MG)

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