Artigos
“Humilhando-me, elevei-me tão alto que fui capaz de alcançar meu objetivo.” – São João da Cruz
Querido leitor, querida leitora, peço-lhes licença para dirigir-lhes algumas singelas palavras que brotam de um coração simples, porém, sensível às tristezas e angústias, alegrias e esperanças de um povo e de um tempo tão peculiares.
A vida tem sua pedagogia, de tal maneira que nos submete a algumas situações a fim de nos ensinar; sim, a vida é um constante aprendizado e, nessa escola, precisamos estar, continuamente, atentos para não deixar passar despercebida nenhuma lição. Um dos grandes ensinamentos é a humildade; esta virtude é que caracteriza os grandes homens e as grandes mulheres, que enobrece a alma e nos distingue de uma maioria tão, marcadamente, presunçosa e soberba.
Humildade tem a mesma raiz epistemológica de humilhação, de forma que, já no significado do próprio termo, podemos antever qual a razão das humilhações que, por vezes, enfrentamos em nosso dia a dia. As humilhações a que somos submetidos nos tornam mais humildes, de fato, são meios pelos quais somos forçados a nos curvar e essa experiência, paradoxalmente, nos eleva; é na aparente contradição de estarmos, visivelmente, derrotados que somos interiormente trabalhados e, então, aprendemos as virtudes que realmente são importantes.
As humilhações, as derrotas, as perdas e as provações fazem parte da didática da vida e constituem verdadeiras lições de humanidade; sem elas corremos o risco de nos achar super-heróis, imunes a tudo e a todos, inatingíveis e, isso, pode gerar em nós uma das piores doenças que um ser humano pode ter que é a prepotência. Enfrentemos, portanto, as adversidades da vida na firme certeza de que toda instrução é sempre temporária, no entanto, o aprendizado é para vida toda e, jamais, nos esqueçamos de que Deus tem um propósito para nossa dor, uma razão para nossa luta e uma recompensa por nossa fidelidade. Não percamos a esperança!
Fernando Felix Rabelo
Seminarista