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HOMENS ROBÔS
Bom Dia Barretos.
Confesso que me sinto atordoado com o comportamento das pessoas nos tempos atuais, onde os homens deixam de estudar, pensar, raciocinar e se entregam apenas a obedecer as maquinas. Até para uma simples conta de dois mais dois se apela para a calculadora. Com isso nosso cérebro vai se tornando cada vez mais preguiçoso, nosso cabedal de conhecimentos vai diminuindo, nos levando a ser, cada vez mais, dependente das máquinas e, às vezes, até de quem as alimenta.
Enquanto constatava tais fatos apenas nos caixas de estabelecimentos comerciais, pensava com os meus botões: – Que pena que a qualidade do ensino no Brasil tenha caído tanto. Parece que os nossos alunos não se interessam mais pela matemática, história, geografia e muito menos pela língua portuguesa, pois em caso de qualquer dúvida é só recorrer ao "mestre Google". Até para se tomar um remédio, hoje conferem o que o médico prescreveu com o que diz o Google. O homem vai deixando de ler, de estudar, de se instruir, de discutir os assuntos, e com isso, vai se despolitizando e deixando a cultura de lado. Até trabalho de escola, e não me refiro a alunos do ensino fundamental não, vejo trabalho de universitários, reproduzirem “ipsis litteris” o que está estampado no Google. É preocupante e desanimador.
Mas, o que me levou a abordar esse tema no dia de hoje, foi o meu espanto ao constatar que uma classe, dita elite, que tem a obrigação de pensar e discutir a nossa sociedade como um todo, balizando os rumos que devemos trilhar, em vez de exercer sua missão, por desinteresse, comodismo, ou por outro motivo que não consigo visualizar, a abandona para se tornar mero repetidor dos WhatsApp que recebe.
E, o faz sem discutir a origem ou a veracidade dos fatos elencados, agindo como robôs, acatando ordem de quem os enviou, ordem que determinava seus repasses a todos os integrantes do grupo a que pertencem, e assim docilmente os encaminha. Procedendo assim, deixam a condição de condutores de uma sociedade, para se transformarem em autômatos, ou seja, maquinas cumpridoras da ordem emanada por um alguém, que mercenariamente deve estar recebendo algum, para alimentar com os tais “WhatsApp” as redes sociais.
A televisão, o computador, o celular com suas mensagens que não param de tilintar em nossos celulares, estão afastando os homens de um convívio sadio, onde se discutia assuntos os mais variados e de onde saíamos com um aumento do nosso cabedal de conhecimentos. Leitura seja da história antiga ou contemporânea, de poesias ou romances, de contos ou de crônicas, deixou de ser prioridade em nossas vidas. Ouvir uma boa música, assistir a uma palestra, discutir assuntos da atualidade com um grupo de amigos, se tornou uma raridade, pois não encontramos tempo para tal. Até sentados em um restaurante, pouco se conversa, sempre atentos as teclas do celular para enviar um selfie ou repassar um WhatsApp recebido. Estamos sendo manipulados ou automatizados?
Que tal alerta sirva aos nossos jovens, bem como a tal elite cientifica ou financeira, para acordarem e deixarem de ser condicionados e conduzidos pelos manipuladores de tais WhatsApp, e retornarem à condição de condutores de uma sociedade que clama por caminhos definidos e ordem social.
BOM DIA BARRETOS.