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domingo, 25 de maio de 2014

Artigos

HISTÓRIAS DE GATOS E RATOS

Bom Dia Barretos. 
Na última quarta-feira tive que ir a São Paulo, e sem poder dizer não fui almoçar com uns amigos num restaurante denominado “O Gato Que Ri”. Ao chegar ao local, me veio à memória, um filme que assisti no Rio de Janeiro, na Cinelândia, na década de 50, e que se chamava “O Rato Que Ri”. Era uma comedia inglesa, extremamente engraçada, levando todos ao riso fácil. Durante o almoço comentei o fato com os amigos, e falamos um pouco de gatos e ratos. 
À noite ao me recolher para mais uma noite de sono reparador, veio-me novamente à memória as expressões: “O gato que ri” e “O rato que ri”. 
Deitei e dormi, dormi e sonhei. Sonhei que vivia num país, onde os gatos e os ratos haviam dominado a sociedade, viviam rindo e debochando dos cidadãos honestos e trabalhadores. Lá criaram uma grande máfia, a “Máfia dos felinos”, onde só os bandidos e seus afilhados desfrutavam de vantagens imagináveis e inimagináveis. Haviam infiltrado alguns de seus comparsas nas áreas governamentais e judiciárias, a fim de garantir imunidade e segurança aos seus comparsas, para a prática das falcatruas e dos crimes.
Com tal manobra conseguiram total submissão às ordens emanadas pela máfia. A corrupção corria solta. Os ratos, sabendo-se protegidos, não temiam desviar verbas, sobrefaturar obras, fazer negociatas, bem como corromper pessoas e costumes.
Quando alguém próximo perguntava a algum membro se não tinha medo de ser denunciado, logo recebia a resposta: – Somos um por todos e todos por um, e, ai daquele que se atrever a bater com os dentes e falar qualquer coisa; logo será enquadrado, e se necessário, denunciado, julgado e condenado pelos nossos agentes infiltrados nas altas esferas governamentais, policiais e judiciárias. 
Acordei transpirando. Já havia visto um quadro de perseguição no inicio do golpe de 1964 e fiquei a pensar: Ainda bem que tudo não passou de um sonho. Mas, não consegui dormir mais. Fiquei a pensar no sofrimento, que presenciei em São Paulo, de trabalhadores decentes, privados de ônibus para irem trabalhar e voltarem para suas casas, porque uma briga sindical resolveu paralisar o transporte coletivo. Mulheres dormindo em ponto de ônibus, pessoas perambulando pelas ruas, filhos em casa a espera dos pais que não encontravam meio de transporte para retornar. Mas, o pior estava por vir. Abro os jornais e lá a história de que um deputado estadual de São Paulo, que já foi condenado e preso por assalto à mão armada no Paraná, participou de reunião com 13 integrantes de uma facção criminosa na sede da Transcooper, zona leste da capital. 
Meu DEUS parece que as coisas estão caminhando muito mal no Brasil. Agora, todos os dias, temos manifestações como greve do transporte coletivo, greve do Metrô, greve dos trens, passeata dos professores municipais de São Paulo, do movimento dos sem teto, do movimento dos sem terra, reivindicações de melhorias salariais e de condições de trabalho, além da já tradicional “não vai ter copa”. Até quando o País aguentará isso? Até quando o trabalhador terá que perder parte do tempo de seu descanso e de estar com a família preso no transito engarrafado por tantas manifestações? Uma hora a corda arrebenta. 
Que os gatos e os ratos vão pondo, as suas respectivas barbas de molho. 
BOM DIA BARRETOS.

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