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quinta-feira, 18 de abril de 2024

Artigos

Há sacrários espalhados por toda a cidade

Geralmente ficamos indignados quando vemos notícias de profanação de igrejas, sacrários, quebra de imagens, frutos de intolerância religiosa, numa tremenda falta de respeito para as coisas sagradas e a liberdade de culto. E de fato é lastimável.
Acima vimos esses atos em templos como edifícios, e disso temos conhecimento ter ocorrido em todos os tempos, até pelo fato histórico e famoso que foram as destruições dos templos judaicos, desde o primeiro templo de Salomão, em Jerusalém, depois reconstruído, mas profanado por Antíoco Epífanes, restaurado em seguida, mas posto abaixo pelo império romano em 70 d.C., e assim por diante. Santuários e igrejas de todos os tipos já foram dizimados por bombas e artefatos bélicos ao longo de séculos, até os dias atuais.
Agora, porém, abordamos a questão da profanação e destruição dos templos sagrados que são os corpos humanos, frutos também das maldades de tantas mentes doentias e pervertidas. São crimes e, portanto, pecados, os abortos provocados, abusos sexuais, agressões físicas e psicológicas, explorações do ser humano, injustiças sociais, assassinatos e tantas inumeráveis práticas delituosas contra qualquer pessoa.
“Acaso não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá, pois o templo de Deus é santo, e esse templo sois vós. Vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus” (1 Cor 16,17).
“Acaso ignorais que vosso corpo é templo do Espírito Santo que mora em vós e que recebestes de Deus? Ignorais que não pertenceis a vós mesmos? De fato, fostes comprados, e por preço muito alto! Então, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Cor 19,20).
Sim, o corpo humano é realmente sagrado, obra portentosa de Deus, mesmo porque foi pensado, antes da criação do universo, que seria o corpo da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, quando se encarnasse, na plenitude dos tempos, no seio de uma virgem.
Por fim, os católicos que, pela Eucaristia, põem em seus corpos o próprio Jesus Cristo com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, tornam-se sacrários vivos, ambulantes pelas cidades. Então, são milhares de Sacrários espalhados por todos os cantos, devendo pôr em prática os ensinamentos divinos, como outros Cristos, dizendo, como Paulo: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

 

 

(Por: Diácono Lombardi)

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