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domingo, 06 de setembro de 2015

Artigos

GRITO DA INDEPENDÊNCIA

Bom Dia Barretos. 
Como gostaria de ao lado de duzentos milhões de brasileiros, hoje em festa, estar a comemorar a Independência do Brasil. Como gostaria de acreditar, no grito de “Independência ou Morte”, dito, segundo nossos historiadores, junto às margens do riacho do Ipiranga, quando D. Pedro I voltava de uma viagem a Santos. E, digo isso, porque uma das causas, senão a decisiva para que tomasse tal atitude, foi “o desgaste do sistema de controle econômico com restrições e altos impostos, exercido pela Coroa Portuguesa”. 
Bem, perdoem-me, mas acho que o Brasil de 2.015, não difere nada do Brasil de 1.822. Apenas substituímos o jugo da Coroa Portuguesa, pelo jugo de grupo de bandidos, que ora se denominam,  anões do orçamento, ora assaltantes dos cofres da previdência, ora mercadores do congresso nacional, compondo o dito mensalão, ora bandidos da Petrobras, o petrolão, isso para não citar os vários grupos do chamado “crime organizado” que nos roubam, mata, traficam e hoje se infiltram nas nossas casas de lei, na policia, e até no judiciário.
Comemorar no dia sete de setembro o que? A independência de qual grupo? Ou apenas mudamos os exploradores do povo brasileiro? Quando vejo o povo americano se embrulhando em sua bandeira para extravasar seu amor à pátria, e vejo que se alguém fizer uso de tal expediente no Brasil corre o risco de ser preso; quando vejo lá, cantarem e aplaudirem seu hino nacional freneticamente, enquanto aqui ainda estamos discutindo até hoje, se devemos ou não, aplaudir o final do canto do hino nacional, fico a me perguntar: Será que conquistamos mesmo a independência em sete de setembro de 1.822? 
Quando vejo nossas crianças dominadas pelos traficantes, envenenadas com drogas e transformadas em aviõezinhos e assaltantes a levarem o fruto do roubo aos seus dominadores, pergunto eu: Podemos nos denominar de um povo independente? Quando vamos às urnas para escolhermos novos dirigentes e descobrimos que apenas mudamos nomes, mas não princípios e métodos, bate a desesperança, a revolta e o estado de ânimo que hoje domina o coração e a mente de nosso povo. Quando assistimos a um vídeo, gerado dentro de uma penitenciaria feminina, onde as presas fazem uma festa com farta distribuição de cocaína, maconha e bebidas, para comemorarem o aniversário de uma organização criminosa, tristemente indago: Que país é esse? 
Não meus amigos, atualmente o sete de setembro é só mais um feriado, porque estamos ainda à espera do dia em que um brasileiro, iluminado por Deus, tendo por armas as virtudes da honestidade, do amor ao próximo e fiel ao seu juramento, quando empossado, possa proclamar a verdadeira independência do povo brasileiro.
BOM  DIA BARRETOS.

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