domingo, 09 de agosto de 2020

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Gratidão pelo tempo propício para rever e avaliar atitudes

Sabemos que os ensinamentos de grandes sábios de diversas religiões e culturas há muitos anos nos chamam a atenção dizendo que devemos nos satisfazer com o pouco, ou seja, devemos nos contentar com o que temos, pois ao observarmos ao nosso redor será possível perceber que muitas pessoas vivem ou sobrevivem com muito menos do que possuímos.
Esta realidade apresentada nos aponta para a arte de viver, pois temos sim o suficiente para suprir as nossas necessidades físicas. Porém, uma outra realidade a nós se apresenta: se já temos o suficiente para as nossas necessidades físicas, é necessário buscarmos uma satisfação interior. Além de termos consciência de que possuímos os meios para nossa sobrevivência, é necessário, a partir desta realidade, ser grato, ou seja, perceber que a providência de tudo o que temos passa pelas mãos de diversas pessoas que trabalham com dedicação e afinco para que as coisas materiais cheguem até nós.
Este ato nos levará a apreciar e amar a tudo o que temos ficando satisfeitos, considerando que toda esta realidade é um presente de Deus, pois não somos capazes de criar sozinhos o nosso próprio sustento, e assim, ao percebermos isso, seremos capazes de cultivarmos a gratidão se doando e partilhando também dos bens materiais que Deus nos concede. Que isso aconteça seja concedendo a nossa oferta para as nossas comunidades que se dedicam à obra de evangelização, como também aos nossos irmãos mais necessitados.
Que o novo ano de 2020 nos aponte para esta realidade de cultivarmos a “gratidão” e acabarmos de vez com atitudes de “ingratidão”, pois sabemos que a ingratidão gera o ódio, a exploração, a falta de amor, e com certeza transforma as nossas vidas em vidas secas, vazias e sem sentido.
Sejamos gratos a Deus, o ano que se inicia é uma grande oportunidade de revermos as nossas atitudes refletindo e se perguntando: Como tenho cultivado a gratidão? Como tenho valorizado e estimado os bens que eu tenho? Como está a minha vida e a minha relação com Deus e também o meu próximo?
Estas perguntas nos apontam para caminhos de paz interior e atitudes de gratidão. Com certeza, se aceitarmos e nos esforçarmos para trilhar este caminho, o beneficiado será em primeiro lugar nós mesmos e também as pessoas que vivem ao nosso redor, pois como sabemos a paz mundial é fruto em primeiro lugar da nossa mudança interior.

Daniel Canevarollo
Seminarista

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