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segunda-feira, 04 de março de 2024

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Garganta doente precisa de cura

Ao celebrarmos o martírio de São Brás – que preferiu guardar a sua fé cristã mesmo que isso custasse a sua vida, como de fato foi executado na perseguição do imperador Licínio, provavelmente no ano 316 – nos lembramos mais que tem uma bênção das gargantas nesse dia, do que fazermos memória de seu heroísmo e determinação em defender a sua fé.
Tudo bem. Sejam abençoadas todas as gargantas. Mas hoje também temos um outro fato para prestarmos atenção: é o evangelho de hoje, em que se narra o corte de uma garganta, ou seja, a decapitação de João Batista, preso e indefeso, porque era Voz. Uma voz que, a serviço dos desígnios divinos, implorava ao povo que se convertesse com urgência, porque o Reino de Deus já ia ser inaugurado. Uma voz que denunciava as injustiças cometidas, os desvios dos israelitas das leis de Deus. Uma voz que não teve covardia até diante do próprio tirano Herodes, devido ao seu adultério, e por isso foi preso.
A esposa do tirano, Herodíades, exigiu que essa voz fosse calada, e foi atendida.
A garganta de São Brás não estava inativa, omissa. Ao conseguir curar, por intervenção divina, um menino que estava com sua pequenina garganta sufocada por uma espinha de peixe, nos vem uma mensagem muito preocupante também: a nossa garganta, por acaso, também não está sufocada pela mesma espinha? Porque desde os primórdios do cristianismo o Peixe é uma representação cristã de Jesus, devido a esta palavra, em grego, ser ΙΧΘΥΣ (ichthus) = PEIXE. Utilizando as primeiras letras dessa palavra, formaram o anagrama “Jesus Cristo Filho de Deus Salvador”.
Se uma garganta, por mais que tenha saúde física e em perfeito estado de funcionamento, não é utilizada para anunciar Jesus Cristo… ela está doente, precisando de cura espiritual. Porque a função da garganta é ser canal para a proclamação da Palavra, Jesus Cristo Filho de Deus Salvador, o peixe ali preso por uma garganta omissa.
Que a bênção das gargantas faça com que nós as coloquemos para servir à Palavra.

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