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segunda-feira, 24 de junho de 2024

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Ganhar uma eleição, montar uma equipe de governo, governar bem e sair-se “limpo” no final

Qual é a resposta para a pergunta: o que é mais fácil a um candidato? Disputar o pleito e, após vencê-lo, fazer a montagem de uma boa equipe de governo, governar bem e sair “limpo” ao cumprir a missão.
A ciência e a prática política ensinam que o mais fácil de todos esses passos é vencer o pleito eleitoral, aparentemente, o mais difícil. Parece um paradoxo, mas não é.
O momento atual exemplifica as dificuldades vigentes. Considerando que vá assumir o pretenso vencedor esquerdista, observe-se a dificuldade que está tendo para montar uma equipe de governo.
São decepcionantes tanto as opções como os critérios obsoletos de “premiação” eleitoral. Estão claras as notícias de figuras que seriam competentes mas que fogem de compor o time. Possível imaginar a quantidade de personalidades qualificadas para assumirem pastas, porém, não se dispondo a uma “mistura” que poderá estar fadada a um insucesso (pelo comando) ou ao risco de marca negativa de desonestidade ao final. Opções antigas, mal marcadas, também chegam a assustar.
O quadro está a cada momento mais nítido. As histórias de cada um dos governantes em apreciação crítica estão bem claras. Um pela recente comprovação do sucesso atual ao alavancar o País sem registro de roubos ou desonestidade: sai “limpo”.
O outro por um histórico “inescondível”, como diria Magri em outros tempos, diante do currículo já sobejamente conhecido, e que teria marca visível, no decorrer de um novo período de governo: não haveria como esconder.
Se a aceitação por um cidadão para assumir uma pasta é muito difícil pela alta responsabilidade, por uma ocupação privada mais calma e rentável, imagine-se, agora, com outros fatores envolvidos, herdados de um passado recente.
Primeiro, a obrigação implícita de ser melhor do que está posto e, jamais, “empiorar”. Segundo, pelo risco de sair eticamente mal avaliado no final de um trabalho cujo sucesso é absolutamente incerto.
Independente da decisão definitiva do pleito eleitoral, ainda não claramente definido por conta do que acontece nas ruas do país, é visível a expressão da equipe de Lula com humor não muito efusivo, animado e nem totalmente seguro.
O que é certo e cristalino, diante de tudo o analisado, é que o Presidente Bolsonaro pode (e deve) manter a feição de quem venceu em 2018, montou uma equipe reconhecidamente brilhante, governou de forma a acordar um gigante adormecido e reconhecido pelo mundo atual e sair limpo, sem as máculas de seus antecessores.
Quanto ao momento e ao futuro, as coisas precisam ser ainda clareadas e convincentes, porque as manifestações nas ruas são do mais alto nível de civismo e civilidade, marcando inclusive algo que renasceu: o patriotismo, os valores éticos (antes) mitigados e desprezados e o senso de Liberdade como traço essencial e verdadeiro da Democracia. Relatórios deixam dúvidas que precisam ser dissipadas.
Ainda existe uma esperança. O mal não pode suceder ao que está bem feito.

 

 

Dr. Fauze José Daher
Médico / Cirurgião
Advogado

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