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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Artigos

Fui a Missa…

Bom dia, Barretos!
No último domingo fui à missa das 18.30 na Igreja São Benedito e fiquei surpreso quando o padre disse que nós estaríamos entrando na semana do amor. Questionei comigo mesmo, como poderia ser a semana do amor se estávamos entrando na recordação da fase mais triste da humanidade, onde um Deus feito homem e que veio a terra para nos redimir do pecado original foi sacrificado. Foi aí que entendi a colocação do padre. Cristo veio à terra com a missão de nos resgatar do pecado original e isso não poderia acontecer se o Filho de Deus viesse à terra como um Deus, pois o nosso resgate só ocorreria pela entrega de sua vida humana para resgatar a nossa. Veio como ser humano, sofreu as agruras que nós humanos sofremos, foi tentado como cada um de nós fomos, invadido pela angustia que muitas vezes nos invade e perturba. Venceu toda a caminhada terrena sem um deslize sequer até chegar ao monte das oliveiras, onde tendo plena visão de todo o sofrimento que teria pela frente, invadido pela angustia, se dirigiu ao Pai dizendo: “se possível afaste de mim esse cálice” para em seguida continuar: “seja feita a Vossa vontade”. Ou seja, vou cumprir minha missão até o fim. Foi em frente, e foi traído, perseguido, preso e condenado, tudo injustamente, pois em sua passagem terrena só pregou o bem, a paz, o amor, a concórdia e a fraternidade. Curou cegos, surdos, mudos, devolveu aos aleijados o direito de voltarem a caminhar, curou leprosos, ressuscitou mortos e a humanidade não o entendeu. Quando Pôncio Pilatos perguntou devo soltar a Jesus que se declara inocente ou Barrabás que é um assassínio feroz, a multidão ali estava, arrebanhada pelos sumos sacerdotes, que temiam ao poder de Jesus, e por eles manipuladas gritaram Barrabás. E Jesus foi condenado a morrer na cruz. Claro que sendo Deus, com um simples movimento de um dedo, um piscar de olhos, ou um simples pensamento, jogaria por terra, todos aqueles soldados, se livraria de qualquer amarra e sairia vitorioso sendo aplaudido com a multidão caindo de joelhos e o adorando. Mas não foi para isso, que veio a terra, mas sim para redimir a humanidade. E então se entregou para ser sacrificado e com a entrega de sua vida, salvar a nossa. Prova de amor maior não há que entregar a vida pelo irmão, diz a canção, e aí entendi porque estávamos entrando na semana do amor.
Bom dia, Barretos.

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