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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Frieza leva Prefeita, secretário da saúde e gestor de monopólio a negarem piso da enfermagem: sobra muito dinheiro, falta um mínimo de vontade.

Deixar de reconhecer o valor profissional de agentes da saúde que silenciosa e discretamente são figuras humanas essenciais para o resgate da vida, ao lado dos colegas médicos, é uma das maiores injustiças sociais vividas nesses últimos cinco dias.
Presidente da República, Jair Bolsonaro, decretou um piso de salários, pautado no reconhecimento público ao mérito desses verdadeiros heróis que passaram a ser melhor “enxergados” durante a pandemia.
Quando se esperava o andamento natural de melhoria da remuneração da valiosa classe, eis que uma cadeia de má vontade se apresenta, começando pelo gestor do monopólio de saúde de Barretos fazendo corte de vagas, de insalubridade e alteração da carga de trabalho, tudo prejudicando milhares de famílias de trabalhadores.
Rapidamente, a Justiça do Trabalho exarou decisão liminar no sentido de se respeitar as cargas horárias de trabalho que já vinham sendo exercidas, acalmando a aflição desses trabalhadores. Se vai ser respeitada, é uma outra história….
Em seguida, por ordem da Prefeita, secretário da saúde anuncia que iria aguardar decisão do STF (que nessa altura já era conhecida) para definir o que fazer diante desse sagrado direito natural da enfermagem e do evoluir dos fatos.
Vale observar a “engrenagem” da Fundação Pio XII com a Prefeita, que se submete claramente aos desejos da entidade. Aí vem a decisão do STF, impressionando todo o meio político-jurídico-administrativo vigente, numa surpresa (que já não era mais) à vista dos fatos que emergem ao conhecimento com muita rapidez.
Participou do embasamento do Supremo, um pedido do Conselho Nacional de Saúde, cujo presidente é Fernando Pigatto, que não esconde camiseta estampando Luís Inácio Lula da Silva, assim posicionando-se em defesa de grandes interesses, mesmo que prejudique parte interessada, mais indefesa.
Polarização provocando “loucuras”: o que um polo concede, o outro estranhamente obstrui e demais “atores” aproveitam para “não gastar”, fingindo nada ter a haver com a situação.
Uma salada completa de interesse político eleitoral, negativo ao penalizar classe trabalhadora, usando instrumento legal pesado, numa área em que existem recursos notoriamente abastados e disponíveis, seja na prefeitura ou em “outros cantos”.
Na verdade, há merecimento, há recursos e impera uma estranha falta de vontade. Bicentenário da Independência que merecia uma boa mão estendida.
Incrível a pobreza de postura das pessoas que ora “loteiam” as funções públicas de Barretos e administram os seus recursos em flagrante insensibilidade social e frieza, que chega a congelar.

 

Dr. Fauze José Daher
Gastro-Cirurgião Vídeo-Endoscopista,
Ex Diretor Clínico da Santa Casa
Ex Presidente da APM
Regional e Advogado

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