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segunda-feira, 17 de junho de 2024

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“Feliz o homem que foi perdoado” – Salmo 31(32)

Só para servir de exemplos, vamos citar alguns santos e santas que já estão na glória eterna: Pedro, Mateus, Agostinho, Francisco de Assis, Inácio de Loyola, Catarina de Sena, Rita de Cássia, Teresa d´Ávila, Vicente de Paulo, Teresinha de Jesus, Teresa de Calcutá, Faustina, Paulo VI, João Paulo II… e, para resumir, todos que lá se encontram – a única exceção é Maria, a Mãe de Deus – todos aqui na terra eram pecadores, uns mais, outros menos. Isso mesmo: santos e santas, nos reinos celestiais, aqui eram pecadores, mas hoje já não o são mais, porque ganharam um novo corpo, ao ressuscitarem, um corpo glorificado que não tem mais nenhuma inclinação para o pecado. Aqui tinham um corpo com suas tentações. Agora, não mais.
Saber isso, admirar santos e santas, honrá-los com nossas devoções, é como olhar no espelho o que somos e o que seremos. Aqui, na curta existência terrena, que é passageira e rápida, lidamos com as tentações da carne, tão bem explanadas pelo Apóstolo em seus escritos. E elas, pasmem! – são permitidas por Deus, como vemos em Judite 16,8: “(…) não está se vingando de nós, mas, para advertência, o Senhor açoita os que dele se aproximam”. Em Tiago 1,2, lemos: “Meus irmãos, tende por motivo de grande alegria o serdes submetidos a múltiplas provações, pois sabeis que a vossa fé, bem provada, leva à perseverança”. Nenhum dos santos e santas se achavam sem pecados e imperfeições em seus pensamentos, palavras, atos e omissões.
O que os fazem hoje gloriosos? – Eles aos poucos foram se convertendo diariamente, sabedores de que quanto mais se aproximassem de Deus, mais por Ele seriam santificados, porque só Deus verdadeiramente é o Santo dos santos. Tomar essa decisão de se converterem, de saírem do pecado no dia-a-dia, foi para eles um crescimento constante na Fé, chamada “ascese”, subida em espiritualidade, e é o que também devemos fazer, se quisermos chegar à mesma glória.
Só existe um pecado que Deus não perdoa: o contra o Espírito Santo (Mateus 12,31), que consiste em rejeição à graça de Deus, à salvação. Uma pessoa que chega ao fim de sua vida terrena rejeitando definitivamente o amor de Deus.
Os demais pecados, até os mais graves e hediondos, podem sim ser perdoados por Deus, com as seguintes condições, as mais necessárias: a) Arrependimento sincero; b) Conversão, saindo do pecado, com o firme propósito de não mais cometê-lo; c) buscar o Sacramento da Reconciliação na Igreja, como pedido de perdão a Deus; d) Procurar reparar o mal feito com caridade e boas obras, na Igreja e socialmente.
Não é fácil, mas é possível, porque “onde aumentou o pecado, superabundou a graça” (Romanos 5,20).
(Por: Diácono Lombardi)

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