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quarta-feira, 03 de março de 2021

Artigos

Felicidade

É possível ser alegre e não feliz? Descobri na grande escola da vida, que sim…, pois enquanto a alegria é definida como um sentimento momentâneo de contentamento, a felicidade é um estado de espírito constante, construído por atitudes.
Pode se dizer então que a felicidade é um conjunto infinito de alegrias…, mas como não existe alegria infinita, será que ninguém então foi realmente feliz um dia e tudo não passou de uma ilusão momentânea?
Encontrar a felicidade é dom de poucos, mas não porque o mundo é injusto, e sim porque falta sabedoria para compreender que ela não é a somatória de alegrias, mas a capacidade de entender que para ser feliz é preciso viver bons e maus momentos, altos e baixos, acertos e erros, conquistas e derrotas.
Pessoas felizes também vivem momentos tristes, ao contrário dos infelizes que raramente se alegram. A felicidade de ser mãe não é superada pela dor do parto, e vivenciamos vários tipos de partos no decorrer da vida, que jamais devem superar a alegria de viver, ou melhor dizendo, a felicidade de viver.
Diferente do que muitos pensam, ser feliz é sim uma escolha, pois quem enxerga o copo meio cheio estará sempre a frente dos que insistem em dizer que sempre foi e sempre será meio vazio.
Precisamos romper as regras da gramática e transformar o substantivo abstrato em verbo a ser conjugado a nosso modo e a nosso tempo, aproveitando as boas lembranças do passado para construir planos para o futuro, jamais esquecendo de viver e agradecer o presente, então pouco a pouco entenderemos o que é a verdadeira felicidade.

Erika Borges, Cronista, escritora, autora do livro – “Crônicas e Reflexões da Vida”

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