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domingo, 10 de janeiro de 2016

Artigos

Falar e escutar

Falar e escutar são dois atos de idêntico valor humano; na realidade são um mesmo ato. Quem não sabe escutar, sequer falar com plenitude: bradará, gritará, monologará. Mas nada disto é possível. Quando não sabe parar de falar, a pessoa acabará escutando seus próprios gritos. Somente os humildes são capazes de dialogar; sem um sincero espírito de acolhida, não é possível o diálogo; é preciso acolher o próximo, seja ele esposo, filho, subalterno, amigo, etc… para poder dialogar.
Há silêncio ou monólogos, que cheiram a defunto: o amor morreu. Se existe amor, surgirá o dialogo, pois o amor faz milagres. Quantos silêncios hostis entre esposos, irmãos, amigos… e quanta carga de agressividade nesses silêncios!
“A razão principal da dignidade humana consiste na vocação do homem para a comunhão com Deus. Já desde sua origem o homem é convidado para o dialogo com Deus” (Gaudium et Spes, 19) Deus nos fala pela Sagrada Escritura e por meio de suas inspirações; nós lhe falamos mediante a oração.
Além da nossa necessidade de conversar com Deus, temos necessidade de conversar com nosso cônjuge, filhos, pais, funcionários, patrões, colegas…
Só o dialogo gera o mor entre nós e Deus, entre nós e aqueles com quem convivemos.
Converse.

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