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EXAME DE ORDEM E A POLÊMICA EM TORNO DO ENSINO JURÍDICO NO PAÍS. AFINAL O QUE É NECESSÁRIO PARA SER UM ADVOGADO ?
O exame de Ordem ocorrido na última semana e as faculdades que não conseguem aprovar são temas correntes e de destaque no mundo do direito. Não poderia deixar de ser e o candidato não deve desistir de seu sonho. O exame é requisito essencial para quem quer tornar-se efetivamente um(a) ´´advogado(a), de acordo com previsão em lei Federal; sendo uma das preocupações do estudante e da família já no primeiro ano da faculdade de direito. O recebimento da carteira profissional de advogado(a) é um sonho a ser conquistado. Uma etapa de muitas a serem ultrapassadas no decorrer da carreira jurídica do profissional. Um estudo sem fim, que coloca o exame de ordem como um pré-requisito dentre muitos a serem galgados. Primeiramente é necessário cursar uma faculdade de direito credenciada e obter o diploma de bacharel, para assim pretender in gressar na carreira e possuir habilitação para exercer uma das profissões mais importantes do chamado Estado Democrático de Direito. O advogado como indispensável à administração da Justiça possui responsabilidades que de certa forma canalizam a discussão sobre o papel da educação na formação do estudante e do futuro profissional do direito. Nos últimos meses a discussão girou em torno do ensino jurídico no País e o fim do exame de ordem. De um lado o defensor da cidadania e do próprio país. De outro o maior cliente, ou seja, o cidadão. A Ordem cumpre seu papel e merece aplausos. Desde a criação dos cursos jurídicos, o número de faculdades não parou de crescer e a instituição preocupada com a qualidade dos futuros profissionais inscritos sempre se manifestou. Ainda assim pode-se dizer que a discussão hoje não deixa de ser menos importante, pois a tecnologia e a globalização trazem o assunto em um momento crucial. Cursos à distância e a importância da comunicação no mundo do direito, com a preocupação de órgãos, entidades e a própria sociedade. A realidade social atual, a globalização e a tecnologia trazem uma quebra de paradigmas, onde a importância do ensino na formação do aluno são essenciais para equalizar e sustentar a máquina operacional de valores sociais. Atrás das câmeras o cenário ascende suas luzes com uma dinâmica nova, onde a tecnologia separa o contato presencial de sala de aula, para dar lugar ao convívio e contato não presencial. O trânsito nas metrópoles é uma realidade e a responsabilidade e o compromisso de cada aluno com os estudos s&ati lde;o aspectos que demonstram que a distância poderá remover montanhas. A existência de um curso, a possibilidade de expedição de um diploma e a responsabilidade pessoal do aluno ou candidato em buscar sua aprovação no exame de ordem não são a mesma coisa e devem ser analisados cuidadosamente. O exame de ordem não é virtual e é realizado pessoalmente, auferindo os conhecimentos adquiridos pelo candidato. Não seria demais que a polêmica voltasse a tona. Talvez imprescindível, pois torna-se necessário repensar, lapidar e discutir o papel da educação, que começa na escola antes mesmo de ingressar nos bancos da Universidade. A bagagem de formação do cidadão, sua trajetória rumo ao enfrentamento do mercado de trabalho, seus conhecimentos adquiridos aptos a defender e ingressar na história do semelhante, defendendo os direito s que a lei maior impõe são pontos que exigem a existência de políticas públicas fortes no país. O papel do governo, da família e especificamente da escola são essenciais e é salutar que a sociedade está no caminho certo. Após o recebimento da carteira, um novo campo se abre, muito mais concorrido e pautado sobretudo em processos eletrônicos e certificados digitalmente. Você está preparado(a) ?
LEOPOLDO LUIS LIMA OLIVEIRA é advogado e Presidente da Subseção Tatuapé da OAB. É mestre em direito penal pela PUC/SP.