sábado, 24 de outubro de 2020

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EXAGERO TAMBÉM MATA.

Bom Dia Barretos.

Exagero também mata, já nos ensinavam os antigos, quando exagerávamos ao comer doce de leite. Realmente, uma colher de chá de doce de leite adoça nossa boca e até nossa alma, mas se comermos um prato de doce de leite, não vamos escapar de um distúrbio intestinal. Se formos a uma festa e tomarmos um copo de cerveja ou uma taça de vinho, até alegra um pouco mais nosso espírito, mas se abusarmos nas doses, com certeza a coisa não terminará bem.
O mesmo digo para as medidas tomadas em Barretos, a fim de conter a propagação do Covid 19. Se Sergio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, fosse nosso contemporâneo, teria se deliciado ao escrever uma crônica relatando as esquisitices do nosso combate ao novo coronavírus. Perguntaria em sua crônica, o porque de fechar o cemitério, e olhe que passaram o cadeado. Medo de que pudéssemos contaminar os mortos com o corona ou medo de que eles passassem o vírus para nós? Talvez medo do fantasma do covid 19, que atormenta mais que a própria doença. Em sã consciência, não se tem justificativa para tal medida, a não ser engrossar o anedotário de nossa cidade.
Não, não para por aí o material, para que Stanislaw Ponte Preta pudesse se debruçar em suas crônicas. Lacrar a rodoviária, impedindo o direito de ir e vir, sem uma justificativa plausível, ultrapassa qualquer medida de bom senso. Não, não digo fechar, lacraram mesmo. Aí a empresa Danúbio Azul, por falta da rodoviária, resolveu parar seus ônibus na avenida 43.
Se sentindo desprestigiada, a administração municipal se apressou em elaborar um novo decreto, agora proibindo a chegada de qualquer ônibus na cidade, vindo de qualquer parte do Brasil. Ficamos sitiados! Salve nos DEUS! Quem está fora não pode retornar a Barretos, porque aqui, segundo a administração pública da cidade, todos nós estamos com as calças nas mãos.
Quem mora em Colina, Jaborandi, Guaira, Colombia, Planura, Frutal e que trabalha ou tem assistência médica em Barretos, ficou sem transporte. Stanislaw deve estar se mordendo de raiva, pensando: como fui perder esta oportunidade de escrever uma crônica satírica com esse farto material, digno das peripécias dos trapalhões.
Um pouco de doce de leite e um pouco de brincadeira vai nos ajudar a vencer o tédio da quarentena. Devagar com o andor, que o santo é de barro, todo cuidado é pouco, pois exagero também mata.
Bom Dia Barretos.

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