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segunda-feira, 04 de março de 2024

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Estamos no sexto dia. O sétimo é a eternidade.

Na alegoria relatada nos primeiros trechos do livro do Gênesis, vemos Deus criando o mundo em seis dias, e descansando de toda a sua obra no sétimo dia, o sábado.
Seguimos isso por séculos. Hoje, com o progresso dos estudos científicos, temos uma quase absoluta certeza de que não foram em seis dias de vinte e quatro horas cada um. Os estudos dos cientistas são respeitados pela Igreja, que não vê nenhuma ruptura entre Fé e Razão. E assim há uma imensa maioria dos que ensinam toda a criação ter sido realizada em seis grandes eras, evolutivamente.
O importante é destacar a existência de um único Deus, criador de tudo, por sua Onipotência e Onisciência. A Bíblia não é um livro científico, que queira ensinar História a todos os povos, mas a Palavra desse Deus que toma a iniciativa de entrar em contato com os seres humanos, inclusive por Seu Filho, Nosso Senhor, que aqui entre nós se fez presente.
E nas interpretações que a santa Mãe Igreja faz dos escritos sagrados, dos quais somos divulgadores por missão, uma delas é a de que, após tudo organizar no Paraíso terrestre, aqui nos colocou no sexto dia, ou na sexta era, que é a atual, onde nos encontramos desde o surgimento dos nossos ancestrais até o atual milênio. É o sexto dia, que ainda está em curso.
O então chamado “descanso de Deus no sétimo dia” na verdade é o nosso descanso que gozaremos na casa dele, o nosso Pai, que não descansa porque Ele é incansável. “Na casa do meu Pai há muitas moradas”, nos afirma Jesus em João 14 e, em outro momento, “Vinde a mim todos vós que estais cansados, e eu vos darei descanso”, em Mt 11.
É esta a esperança que vivemos e a expectativa que temos de um glorioso Sábado de descanso eterno com Deus. Ao celebrar cada domingo a Ressurreição do Senhor, já somos alimentados com o Pão sagrado da vida eterna, o corpo e o sangue do Cordeiro por nós imolado que nos salva, dando-nos força na caminhada enquanto aguardamos a nossa própria Páscoa definitiva, quando chegaremos enfim nos reinos celestiais. Será o nosso sétimo dia.

 

 

(Por: Diácono Lombardi)

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