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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Artigos

ESTAMOS NO CENTRO DA VIDA

A vida não acaba instantaneamente. À medida que existimos vai caindo pelas estradas como um caminhão de mudanças nossos pertences.
Mas, em nós a morte, prematura de alguma coisa, do passado acontece, porém a essência, a beleza e a consistência dos sonhos são fatores primordiais de sua manutenção como felicidade.
Por isso, apesar da idade achamos que estamos no centro da vida, como os adolescentes nas baladas nos salões das boates, às duas horas da madrugada, no sábado. Com toda dinâmica e êxtase celebrando a vida. O prazer pela existencia e o entusiasmo pelo ineditismo, de cada nascer do sol, nos empolga prazerosamente.
Confesso que fui obrigado a fechar algumas estradas do passado, pois seus caminhos nem sempre são floridos. Hoje, porém, acredito que chegou a época de abrir novos trajetos, principalmente, com as malas das experiências do passado.
Se a morte não é instantânea,  ela vai terminando aos poucos, devemos agarrar a sobrevida com potencial e valentia contrariando a carga negativa do passado.
Sinto-me no centro da vida, como um vulcão em atividade. Não temos a inocência das musicas de adolescentes, mas restou para o nosso bem a crença  na capacidade de realização de nossos sonhos . Hoje, traçamos qualquer projeto, com risco de insucesso estipulado, mas isto não evita de colocarmos os nossos sonhos ao sol escaldante do meio dia.
Maturidade e acertos são quase palavras sinônimas. As atividades movidas pelos sonhos coerentes com a realidade sacodem a cada amanhecer.
Se sua vida está sob o tumulo com você vivo chegou a hora de acreditar na intrepidez das quimeras e no ineditismo dos raios solares a cada amanhecer.
É o espírito que existe dentro você que sacode e enterra o valioso prazer pela vida, independentemente da idade.
 
JUAREZ  ALVARENGA
ADVOGADO E ESCRITOR

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