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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

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Esperança renovada: JESUS RESSUSCITOU

A Semana Santa se inicia no domingo de Ramos e alcança seu ponto mais elevado no domingo da Páscoa. Ambos são caracterizados pela festa em torno de Jesus. No entanto, há aberto contraste entre esses dois domingos.
No domingo de Ramos, Jesus entra em Jerusalém, sendo acolhido como Messias. A multidão exultante vê, na entrada de Jesus, a chegada de um novo rei que libertaria Jerusalém da ocupação romana. O clima que perpassa a multidão, neste domingo, é o da exaltação do poder, do triunfo sem cruz. No domingo da Páscoa, porém, ocorre algo novo: a festa do triunfo da Vida que passa pela cruz.
Maria Madalena, Pedro e João são os primeiros a fazer a experiência de que Jesus está vivo. O Evangelho acentua as diferentes reações desses discípulos, que têm em comum o dinamismo: todos correm! Maria Madalena vai bem cedo ao túmulo de Jesus e constata que ele está vazio. Sai correndo para testemunhar o que viu a Pedro e João. Pedro, acolhendo as palavras de Maria Madalena, vai logo ao túmulo e aí se fixa nos panos estendidos no chão. João o acompanha e, ao chegar antes – por ser o discípulo que mais ama – “vê acredita”.
Esse Evangelho nos mostra que Jesus não ficou prisioneiro da morte. Ele está vivo, e o discípulo que mais ama intui primeiro essa realidade.
No domingo da Páscoa, somos convidados a rezar com o salmista: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular” (Sl 118,22). Nestes tempos da cultura do descartável, aquela pedra – Jesus – continua a ser fonte de vida. Cada um de nós é convidado a olhar para além das dificuldades do presente. Em meio a tantas desigualdades, resultantes de opções estruturais equivocadas, a multidão de pessoas rejeitadas encontra na “pedra angular” um horizonte de renovada esperança.
Páscoa é a festa do triunfo que passa pela cruz. É do Ressuscitado, “pedra que os construtores rejeitaram”, que nos vem a esperança de um mundo melhor para todos – especialmente para os que menos contam na sociedade.

 

(Por: Pe. Darci Luiz Marin, ssp)

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