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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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ESPECIAL SAÚDE

Queimadas

As queimadas podem ser causadas por fatores naturais, como raios, ou por atividades humanas, como fogueiras mal apagadas, queimadas controladas que saem do controle e atos criminosos. O aumento das temperaturas globais e as secas prolongadas contribuem para a frequência e a intensidade dos incêndios, provocando danos ao meio ambiente e à saúde pública.

Além de destruir a vegetação e afetar a fauna e a flora, os incêndios liberam fumaça, partículas finas e gases tóxicos que podem atingir regiões distantes, dependendo das condições meteorológicas e das correntes de ar.

A exposição à fumaça pode causar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, agravar doenças como asma e bronquite e aumentar o risco de problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral. Os incêndios também podem provocar impactos na saúde mental, incluindo ansiedade, depressão e estresse, especialmente entre pessoas que perdem suas casas ou precisam deixar suas comunidades.

Para reduzir os riscos, recomenda-se permanecer em ambientes fechados, manter portas e janelas fechadas durante os períodos de maior concentração de fumaça e evitar atividades físicas ao ar livre. Sempre que possível, é indicado utilizar ambientes com ar-condicionado e filtros de ar. Pessoas que precisarem sair devem utilizar máscaras N95 ou PFF2, que ajudam a reduzir a inalação de partículas.

Também é importante aumentar a ingestão de água e evitar consumir alimentos, bebidas ou medicamentos expostos à fumaça e às cinzas. Em áreas de risco, as comunidades devem manter planos de evacuação e kits de emergência com água, medicamentos e itens de primeiros socorros. O monitoramento da qualidade do ar também é importante, pois permite acompanhar os níveis de poluição e orientar decisões sobre a necessidade de permanecer em casa ou buscar locais mais seguros.

Outro cuidado importante é acompanhar as orientações dos órgãos de saúde e da Defesa Civil durante os períodos de queimadas. A população deve evitar se aproximar dos focos de incêndio e não tentar combater as chamas sem treinamento e equipamentos adequados. Além dos riscos de queimaduras, a fumaça pode reduzir a visibilidade e dificultar a respiração, colocando em perigo quem permanece próximo ao fogo.

A prevenção também depende da conscientização da população. Evitar jogar bitucas de cigarro em áreas com vegetação seca, não deixar fogueiras acesas sem supervisão e não utilizar o fogo para limpar terrenos são medidas que ajudam a reduzir o risco de incêndios. Ao identificar uma queimada, é importante comunicar os serviços de emergência responsáveis, contribuindo para que as equipes possam agir rapidamente.

Crianças menores de cinco anos, idosos, gestantes e pessoas com doenças cardíacas, respiratórias ou imunológicas precisam de atenção redobrada. Ao apresentar sintomas ou complicações de saúde, é fundamental procurar atendimento médico. Essas medidas ajudam a diminuir a exposição aos poluentes e a prevenir problemas de saúde durante os períodos de queimadas.

 

Depressão

A depressão é uma doença mental que pode se tornar crônica e recorrente, principalmente quando não é tratada. Está associada à perda de qualidade de vida e, nos casos mais graves, ao risco de suicídio. Segundo estudos epidemiológicos, a prevalência da doença ao longo da vida no Brasil é estimada em 15,5%.

As causas podem envolver fatores genéticos, alterações bioquímicas cerebrais e acontecimentos estressantes. Entre os fatores de risco estão histórico familiar, ansiedade, estresse crônico, traumas psicológicos, desemprego, conflitos familiares e dependência de álcool e outras drogas.

Os principais sintomas incluem tristeza persistente, perda de interesse em atividades cotidianas, falta de energia, cansaço excessivo, dificuldade de concentração e alterações no sono e no apetite. Também podem ocorrer sentimentos de culpa, baixa autoestima e pensamentos relacionados à morte.

A doença pode afetar pessoas de diferentes idades e interferir nas relações familiares, sociais e profissionais. Por isso, é importante observar mudanças persistentes no comportamento, no humor e na disposição, procurando ajuda especializada quando os sintomas prejudicam a rotina.

O diagnóstico é clínico, realizado por um médico com base no histórico e na avaliação do paciente. A depressão apresenta diferentes formas, que variam conforme os sintomas e a duração do quadro, incluindo a distimia, a depressão sazonal e a depressão psicótica.

O tratamento geralmente combina medicamentos e psicoterapia, conforme a necessidade de cada paciente. A adesão às orientações médicas é fundamental, e a medicação não deve ser interrompida sem acompanhamento profissional. O atendimento pode ser realizado na Atenção Primária à Saúde, nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e em ambulatórios especializados.

O apoio de familiares e amigos também pode contribuir para o enfrentamento da doença. Ouvir sem julgamentos, respeitar as dificuldades e incentivar a busca por atendimento são atitudes importantes para quem apresenta sintomas depressivos.

Para cuidar da saúde mental, recomenda-se manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas, ter uma rotina regular de sono, evitar álcool e drogas ilícitas e buscar formas de reduzir o estresse. Atividades prazerosas e momentos de convivência social também podem ajudar no bem-estar.

A identificação dos sintomas e a procura por ajuda profissional são fundamentais para o tratamento. A depressão tem tratamento, e o acompanhamento adequado pode contribuir para a melhora dos sintomas e a recuperação da qualidade de vida.

 

 

 

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