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quinta-feira, 25 de julho de 2024

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Espaçoso é o caminho que leva à perdição

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram”! (Mt 7,13-14)
Normalmente falando, as pessoas gostam da vida, a apreciam, tentam sempre prolongá-la por muitos e muitos anos, apegam-se aos seus próprios bens como se deles nunca se apartariam, e até na extrema velhice procuram adiar a própria morte. No entanto estão em uma verdadeira contradição: querem viver bastante…, mas perdem a eternidade da vida por não descobrirem o próprio sentido de sua existência tão curta na face da terra.
Dezenas de bilhões de seres humanos, por milhares de milênios, nasceram, e em disputas por bens, terras e picuinhas morreram em incontáveis guerras, homicídios e toda sorte de crimes e prazeres efêmeros.
Lamentável. Egoísmo exacerbado. É tanta ignorância sobre o sentido da vida, que bilhões de pessoas não têm quaisquer escrúpulos “para se dar bem”, mesmo se enveredando por caminhos do crime, por mais hediondo que seja. Uma quase inexplicável tanta sede por poder, fama e dinheiro. E assim estas pessoas se transfiguram em seres demoníacos, provocando medo e terror por onde agem.
Estatísticas acabam de ser divulgadas, por exemplo, que no Brasil nos três primeiros meses deste ano de 2023 ocorreram 10 mil homicídios. Aumentar aqui o número de exemplos da maldade humana não é o propósito.
Apesar dos cristãos serem minoria atualmente, e a Igreja ser tão ridicularizada e colocada à margem da sociedade que se julga iluminada, sem o ser, ela não pode deixar de cumprir o seu papel de difundir incansavelmente os ensinamentos divinos, através do Filho de Deus: a vida na terra é só uma de suas fases. A última e definitiva é a eternidade.
Ao fim dessa etapa aqui, “vem a hora em que todos os que repousam nos túmulos ouvirão sua voz e sairão: os que fizeram o bem, para a ressurreição da vida; os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (João 5,28s).

 

 

(Por: Diácono Lombardi)

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