Ir para o conteúdo

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Artigos

Ensaio sobre a mania de grandeza

O etnocentrismo demonstra uma megalomania de um coletivo elitista dominante e institucionalizado ao aglutinar ruído informacional ao seu entorno, muitas vezes de modo negacionista e mitomaniaco. A medida dessa institucionalização megalomaníaca é a medida em que se acha que a verdade, a lógica e mesmo a lei giram em torno da vontade dominante. Demonstra-se como vértices informacionais medidos a proporção de seu desalinho e ausência de sincronização de lógicas e verdades exteriores ao desaguar meramente em torpeza nas suas vítimas. Disso uma fonte de alienação e desigualdade às suas vítimas em detrimento dos dominantes. Gerando apenas assombro ao assombrar oprimidos na ausência de vislumbres norteadores ante a destruição psicológica e social que causa.
Sob as múltiplas máscaras da ilusão informacional escrevem a si mesmos na história em cinzentos tons Homéricos de mitomania, alienando assim como as próprias vítimas, sob papéis deformadores de arquétipos apenas possíveis pelo contínuo conflito do qual nesse “fascismo eterno” as vítimas são eternas suspeitas somente como reafirmação desse poder moralmente ocioso no exercício em si mesmo. A exemplo da megalomania, classificada por CIDs, o tamanho apenas ocupa espaço na utilidade apenas a si própria na tentativa de sustentar uma egorréia massiva no extremo consumo onerosos às custas do valor das vidas alheias. Esses surtos psicóticos egorrágicos como evolução da megalomania através de um idealismo maligno apenas reafirmam esse etnocentrismo através da vontade dominante por relativismos dicotômicos.
Disso gera ilusões vaidosas a medida que produz apenas ruído social e informacional em redundâncias cíclicas como eco do vazio que exacerba. Na ausência de substância as ilusões dessas ao ostentar o que devora, não valem nem o que rouba por não possuir qualquer valia a não ser o ostentar em si. A vaidade disso é o mero valor da aparência ao edificar masmorras sob a fachada de castelos. Todavia por esses indícios conhecemos o que precede ao entorno de vidas entorpecidas no estopor da insanidade deprimente do desvalor o qual são submetidas.
A megalomania etnocêntrica do elitismo é a maior fonte de alienação na sociedade como raiz de toda dicotomia desigual afins de apenas lucrar, vencer, ganhar as custas dos quem apenas tem prejuízo, derrota e perdas independente de mascaras moralistas da hipocrisia como único refúgio dessa masmorra da vã filosofia.
Os símbolos disso não passam de embalagens para o vazio vendidos como o ouro especulativo do engano, a ilusão da vaidade como cobertura do mau caráter do ouro dos tolos. A inflação disso não é apenas de preços, mas de valores do moralismo que inchado promove esse etnocentrismo que não passa do que hoje conhecemos por propaganda enganosa. Sendo necessário extrair não somente o pagamento de suas vítimas, mas o valor de suas vidas relegadas ao consumismo social do descarte ao passarem ser fantasmas existenciais em prol disso, de egos que pesam chumbo a preço de peso de ouro e o qual a ilusão desse valor inflacionado é orbitado pelo medo e ódio. A ideia da ilusão é a ilusão da ideia de um capitalismo abstrato escorado sob esse idealismo maligno que na ausência da verdadeira substancialidade racional e lógica da verdade e certo éticos necessita das volições para impedir a si própria ainda que a pretexto de defende-la.
Os dominantes que assim apenas circundam a verdade, apenas a cercam de modo predatório para que a verdade não fuja sendo a represa desse poder que se extrai suas energias das tensões e dos conflitos disso provocados.

William Fontana
Fotógrafo, teólogo, filósofo
e pedagogo.

Compartilhe: